Pesquisar neste blog

sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Hoje 25 de Novembro,O Dia Nacional das Baianas de Acarajé

Baianas de Acarajé


Resultado de imagem para baianas de acaraje
O Oficio da baiana é um saber tradicional enraizado no cotidiano contemporâneo. O comércio de rua, permitiu que mulheres escravas e libertas fossem além da prestação de serviços aos seus senhores, e estivessem também nos cantos da cidade comercializando para seu sustento e de suas famílias com os seus tabuleiros, chamada primeiramente criolas de ganho ou criolas de venda, tornando-se importantes para a constituição de laços comunitários, além de cumprimentos de suas obrigações religiosas nos terreiros de candomblé. Depois que Tia Ciata vinda da Bahia  começou a colocar seu tabuleiro de quitutes vestida de Baiana foi o inicio desse mulheres cerem reconhecidos como Baianas de Acarajé. Tendo essa iniciativa, tornou-se o nome conhecido no Brasil e no exterior como Baiana de Acarajé  . O Oficio da baiana consiste na elaboração do acarajé como seu alimento principal. Feito de feijão fradinho e cebola, frito no formato de ‘bola’ no azeite de dendê é servido com pimenta, camarão, vatapá, salada e caruru.
Todo território baiano e em outras regiões do país.
Registro nº 02- Decreto Estadual nº 14.191/2012
Nas ruas de Salvador, de outras cidades do estado da Bahia e Rio de Janeiro, mais raramente, em outras regiões do país, as baianas tradicionais com suas saias rodadas, os panos da costa, o torso na cabeça, a bata e os colares com as cores dos seus orixás pessoais, encontram-se sempre acompanhadas por seus tabuleiros que contém, não só o acarajé e seus possíveis complementos, como o vatapá e o camarão seco, mas também outras comidas como: abará, lelê, queijada, passarinha, bolo de estudante, cocada branca e preta. O acarajé é uma palavra composta, proveniente da língua africana iorubá – “akará” bola de fogo e “je” comer, ou seja, comer bola de fogo. Sua origem vem de uma lenda que narra a relação entre Xangô e sua esposa Iansã.

terça-feira, 15 de novembro de 2016

Cortejo da Ciata

O Cortejo da Ciata
 e encontro com Zumbi dos Palmares


Apresentação

O Cortejo da Ciata é  sobre tudo uma celebração, uma homenagem a grande Tia Ciata, das primeiras rodas de samba, dos ritos e dos doces, das baianas, da Praça Onze, do quintal com Pixinguinha, Donga, Joao da Baiana, matriarca negra, figura fundamental para a manutenção e enriquecimento da nossa cultura. Celebramos tambem o encontro de dois personagens emblemáticos da cultura negra Brasileira, separados pelo tempo e unidos pelo Distrito Cultural da Praça Onze e pela resistência cultural e étnica.  Zumbi dos Palmares e Tia Ciata .
A idéia, que germina no ateliê de experimentação escultórica do Centro Municipal de Artes Calouste Gulbenkian, sob orientação do  escultor Sandro Lucena, localizado do coração da Praça Onze, em frente a Escola Tia Ciata .O que num primeiro momento consistia  na realização coletiva de uma Eco-Escultura de grande formato, feita com reaproveitamento de diversos materiais, como sucatas de ferro e aço inox, chapas de geladeiras velhas e armários para a o revestimento da figura, se transformou num evento multicultural envolvendo varios grupos e coletivos de arte, dediversas  linguaguens artisticas, existentes na cidade, conectando a Secretaria de Cultura com a Secretaria de Educação, com apoio do controle urbano  e outras que ajudaram a realizar o primeiro evento.
  
Teremos uma programação cultural maravilhosa no Calouste,  para celebrar o dia da consciência negra e a nossa querida Ciata.
10:00 h – Concentração dos grupos no Terrerinho do Calouste
ORTC - Organização Cultural Remanescentes de Tia Ciata  : Participação especial da querida Gracy Mary, Bisneta da Ciata.
10:15 – A atriz Vilma Melo – recebendo e apresentando a programação
10:20 – alunos da Escola Calouste Gulbenkian apresentam um numero de dança
10:30 h – Toque dos  Grupo Cultural Filhos de Guandi
10:35 h – Batuke da Ciata e fina batucada esquentam os tamburins.
10: 45 h – Esquentam os tambores de Maracatu p saída do Cortejo.
11:00 h – Nos alinhamos p saída do Cortejo com a Escultura
12:30 h – chegada do cortejo novamente ao Calouste.   


Coordenaçao :Sandro Lucena e Gracy Mary -  Coletivo Calouste / ORTC - ORTC - Organização Cultural Remanescentes de Tia Ciata  - PaPo Coletivo – Centro de cultura e cidadania Calouste Gulbenkian –




quinta-feira, 10 de novembro de 2016

Batuke de Ciata na Abertura do Arquivo em Cartaz - Festival Internacional de Cinema de Arquivo e a comemoração dos 100 anos do samba!

SAMBA                                       Fonte: WWW.ARQUIVOEMCARTAZ.COM.BR/

ABERTURA SERÁ NO DIA 7, ÀS 19H30, EM CINEMA INSTALADO PÁTIO DO ARQUIVO NACIONAL E VAI REUNIR PERSONALIDADES DO AUDIOVISUAL E DO SAMBA NUMA MISTURA DE SONS E IMAGENS.

Programação gratuita vai até 16 de novembro, no Rio de Janeiro e Niterói, e inclui a exibição de 54 filmes nacionais e internacionais em 33 sessões de cinema divididas em cinco mostras temáticas
 O Rio de Janeiro vai ser palco da sétima arte a partir desta segunda, 7 de novembro, com a realização do 2º Arquivo em Cartaz – Festival Internacional de Cinema de Arquivo. A abertura oficial acontece às 19h30, no belíssimo cenário do conjunto arquitetônico do Arquivo Nacional ( situado em frente à Praça da República, 173, Centro), que receberá a instalação de um cinema ao ar livre com plateia de 400 lugares. Nesta ocasião serão prestadas homenagens ao Chico Moreira - fotógrafo, montador, pesquisador, conservador, restaurador cinematográfico, falecido em janeiro deste ano, que será representado pelo seu filho, Daniel Moreira. No contexto da celebração dos 100 anos de samba, eixo central desta edição, o homenageado é o jornalista, escritor, produtor cultural, diretor e ator Haroldo Costa, que estará presente na cerimônia.  
 PRESERVAÇÃO,  CINEMA, MÚSICA
 A abertura do evento promete agitar a noite carioca. Começa com apresentação da Orquestra Barroca da UNIRIO, composta por 35 integrantes, a Orquestra se dedica à interpretação do repertório dos séculos XVII e XVIII com instrumentos históricos. A Orquestra surgiu como projeto de extensão em 2002, a partir do trabalho da Camerata Quantz, grupo coordenado pela professora Laura Rónai, com a proposta de ser, mais que um conjunto de câmara, uma oficina permanente de interpretação histórica que reunisse professores, alunos e músicos interessados nesse repertório. 
 O público poderá conferir a exibição de três curtas históricos: Haroldo Costa – O nosso Orfeu(2015), de Sílvio Tendler,  Ópera Sideria(1912), dirigido por Annibal Requião, cujos fragmentos foram restaurados por Chico Moreira e Mauro Domingues. O centenário do samba será apresentado pelo terceiro curta da noite, o filme Abre-alas, dirigido por Ana Moreira e realizado pelo Arquivo Nacional inteiramente com imagens de arquivo. A produção mostra cenas dos carnavais de 1948 e 1949 na cidade do Rio de Janeiro, com destaque para os banhos de mar à fantasia, o desfile das grandes sociedades carnavalescas e aspectos dos foliões na avenida Rio Branco e na praça Onze, resgatando assim o passado cultural da festa mais tradicional do país.
 EXPOSIÇÃO
 O centenário do samba será celebrado também com a exposição "O Século do Samba",  aberta ao público a partir do dia 7, segunda. A mostra apresentará uma coleção de documentos originais relacionados a história do ritmo, selecionados a partir de vários fundos com o intuito de despertar o interesse dos visitantes pela história de uma das manifestações mais emblemáticas da cultura brasileira. Peças dos anos 1920, musicadas por Sinhô, Lamartine Babo, Pixinguinha; músicas censuradas durante o regime militar, assim como enredos de escolas de samba submetidos à censura; gravações antigas em discos de 78 rotações de sambas de Donga, Noel Rosa, Catulo da Paixão Cearense são apenas alguns exemplos. A exposição estará em cartaz nas dependências do Arquivo Nacional.
 Durante a festa de confraternização, a animação ficará a cargo da roda de samba Batuke de Ciata, que integra a Organização Cultural Remanescentes de Tia Ciata -  considerada uma das mais tradicionais da capital fluminense. A entidade é presidida por Gracy Mary Moreira, bisneta de Tia Ciata, considerada a Matriarca do Samba e até os dias de hoje homenageada por sua contribuição na formação do cenário brasileiro.A história deste grupo remonta ao início do século XX, quando Tia Ciata, que confeccionava e alugava roupas de baiana para desfiles carnavalescos, passou a receber músicos para tradicionais festas em sua casa.
                                                                Batuke de Ciata com o Interplete Digu's Silva e Gracy Mary Moreira 











O Arquivo em Cartaz será realizado entre os dias 7 a 16 de novembro, no Rio de Janeiro e em Niterói. Serão exibidos54 filmes nacionais e internacionais (longas, médias e curtas) em 33 sessões de cinema, divididas em oito mostras temáticas: Mostra Competitiva, Mostra Pré-Estreias, Mostra Homenagem, Mostra Acervos, Mostra Arquivo N, Mostra Arquivo Faz Escola, Mostra Arquivos do Amanhã e Mostra Oficina Lanterna Mágica.
 O Festival promoverá também debates, oficinas e workshop com a convidada internacional Laura Tusi, da Argentina. Para isso, serão ocupados três espaços principais: Arquivo Nacional (Cine Pátio – 400 lugares e Cine-Teatro – 150 lugares) e Espaço Cultural BNDES (Cine BNDES - 384 lugares), na cidade do Rio de Janeiro; e Cine Arte UFF (290 lugares), em Niterói. Toda programação é oferecida gratuitamente ao público.
 O evento é uma realização do Arquivo Nacional em parceria com a Universo Produção. A produtora é responsável, ainda, pela Mostra de Cinema de Tiradentes, pela CineOP – Mostra de Cinema de Ouro Preto e pela CineBH – Mostra Internacional de Cinema de Belo Horizonte, que acontece simultaneamente aoBrasil CineMundi - Encontro Internacional de Coprodução. Juntos, estes eventos forma o Programa Cinema Sem Fronteiras, que busca contribuir com a valorização, preservação, resgate e difusão da sétima arte.


domingo, 6 de novembro de 2016

Oficinas de Dança Afro na Casa da Tia Ciata

Conselho Internacional de Monumentos e Sítios (ICOMOS) e Orgão consultivo da UNESCO


Principal porto de entrada de africanos escravizados no Brasil e nas Américas, o Cais do Valongo, localizado na região portuária do Rio de Janeiro (RJ), recebeu no fim de setembro a visita de um representante do Conselho Internacional de Monumentos e Sítios (ICOMOS) – órgão consultivo da UNESCO – para vistoria e avaliação técnica do local, candidato a Patrimônio Mundial. Além da visita, foram realizadas reuniões com a participação do Comitê Consultivo da Candidatura, composto por várias instituições governamentais, dos três níveis de governo, e não-governamentais relacionadas com questões associadas ao bem. 

http://portal.iphan.gov.br/noticias/detalhes/3841/candidato-a-patrimonio-mundial-cais-do-valongo-recebe-visita-tecnica-do-icomosunesco



O Sítio Arqueológico do Cais do Valongo não só representa o principal cais de desembarque de africanos escravizados em todas as Américas, como é o único que se preservou materialmente. Pela magnitude do que representa, coloca-se como o mais destacado vestígio do tráfico negreiro no continente americano.




O Sítio Arqueológico do Cais do Valongo não só representa o principal cais de desembarque de africanos escravizados em todas as Américas, como é o único que se preservou materialmente. Pela magnitude do que representa, coloca-se como o mais destacado vestígio do tráfico negreiro no continente americano.



















Vista do IPHAN e o comitê do dossiê do Cais do Valongo.


Visita em 30 de agosto de 2016.

A candidatura do Cais do Valongo tem como base um dossiê que resgata a história do tráfico de escravos na cidade em suas várias fases e analisa, detalhadamente, a importância histórica e social desse processo, além do significado do sítio arqueológico não só para os afrodescendentes, mas para todos os brasileiros. Coordenado pelo antropólogo Milton Guran e elaborado pelo Iphan, em parceria com a Prefeitura do Rio de Janeiro, o documento foi finalizado após um ano de trabalho, onde são apresentados para avaliação o valor universal excepcional do bem, além dos parâmetros relacionados à sua proteção, conservação e gestão, conforme estabelecem as diretrizes operacionais da Convenção do Patrimônio Mundial, Natural e Cultural, de 1972. Esta visita técnica também em nossa sede foi um reconhecimento de nossas ações junto ao comitê Gestor Curatorial do Cais do Valongo e Herança Africana, o qual somos parte integrante nesse processo. 

Já está no link youtube.com/iphanrj uma série de 4 vídeos com 8 depoimentos de apoio à candidatura do Cais do Valongo a Patrimônio Mundial. Curta e, por favor, compartilhe essa informação.