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quarta-feira, 31 de agosto de 2016

Inauguração da nova sede da Organização Cultural Remanescentes de Tia Ciata - Casa da Tia Ciata

"Gracy Mary Moreira, bisneta da Tia Ciata, comemora a vinda da Organização Remanescentes de Tia Ciata para a Região Portuária , com sede inaugurada na noite de quinta-feira, 30 de junho. “Hilária Batista de Almeida veio da Bahia em 1874 e desembarcou exatamente aqui no Cais do Valongo, fugida da perseguição religiosa. No Rio, participou das primeiras rodas de samba e tornou-se primeira dama das comunidades negras da Pequena África. Trazer pra cá a instituição que busca resgatar essa história é retornar às origens. Nossas oficinas e seminários vão caminhar para o resgate da memória e da ancestralidade por meio da pesquisa”, explica.




                                   Membro da ORTC Cassi Anna Rodrigues e Bruna



                                        Gracy Moreira e o Presidente da CDURP Alberto Silva








            Gracy e Flavio Aniceto Representante da SEC - Secretaria Estadual de Cultura



                       Luiz Carlos Prestes Filho e Gracy com seu Filho Nilson Moreira


 Clara, Mônica da Costa Superintendente do IPHAN- Instituto do Patrimônio Artístico Nacional e Gracy





Inauguração, Gracy , Merced Guimarães Presidetente do IPN - Instituto de Pesquisa Pretos Novos e Nanci Moreira 
























Espetáculo As Festas da Tia Ciata

Musical conta a história do nascimento do samba e destaca figuras históricas do Rio de Janeiro, como Tia Ciata, Donga, João da Baiana, Sinhô e Pixinguinha.

Em homenagem ao Centenário do Samba, a Fanfarra Carioca apresenta o espetáculo As Festas da Tia Ciata, na Sala Baden Powell (RJ). O musical, em cartaz de quinta a domingo,, resgata a atmosfera das festas e das rodas de samba que a lendária baiana promovia em sua casa, na Praça Onze, Zona Central da cidade.

O projeto exalta a contribuição cultural e social dos afro-baianos à cultura nacional, desde a chegada deles ao Rio de Janeiro que resultou na criação da “Pequena África”, localizada na Praça Onze, onde morava Tia Ciata. Ao reviver a história das “Tias baianas” no início do século XX, o projeto ressalta o protagonismo da mulher negra na História do Brasil.


O espetáculo mostra, ainda, os ritmos musicais que emergem nessa época, como o maxixe, o samba-enredo e o samba-choro, gêneros tipicamente cariocas. No elenco, oito atores e cinco músicos, interpretam, cantam e dançam doze daqueles que são considerados os melhores sambas cariocas.
As Festas da Tia Ciata ressalta também a importância de personagens históricos para a música do Rio de Janeiro, como Donga, João da Baiana, Sinhô e Pixinguinha. Entre as músicas que embalam essa história estão:Flauta, cavaquinho e violão(Jacó do Bandolim);Tia Ciata(Edinho do Samba / Loly Nunes);Abre Alas(Chiquinha Gonzaga);Vatapá(Paulinho Sacramento);O bom malandro(Edinho do Samba);Pelo telefone(Donga);Quem são eles?eJura(Sinhô);Já te digo,CarinhosoeYaô(Pixinguinha);Batuque na Cozinha(João de Baiana);Tempos idos(Cartola e Carlos Cachaça); eBatuque à apoteose – o samba pede passagem, samba-enredo da Escola de Samba Unidos do Jacarezinho.

                                              Atriz e cantora Tânia Machado e Gracy Mary Moreira

O espetáculo mostra os acontecimentos musicais mais marcantes entre as décadas de 1900 a 1924, fatos curiosos, polêmicos ou divertidos, tendo como referência os compositores frequentadores das festas da Tia Ciata. As coreografias contemplam outros aspectos das nossas raízes afro-brasileiras, como o malandro e a capoeira.


Através de uma linguagem meta teatral, a montagem traz intervenções com diálogos e narrativas, intercalados com cenas do espetáculo, que se passam no quintal de Tia Ciata junto às rodas de samba das festas que ela organizava. Esses diálogos focam nas barbáries da escravidão, na arte, poesia e na cultura de matriz africana, em especial nos “Griôts”. Na tradição oral do noroeste da África, o griôt é um cantador, poeta, contador de histórias e artista.


Pensão Artística



O dia a dia da residência artística e do desenvolvimento da intervenção urbana OCUPAÇÃO OLYMPIA pode ser acompanhado em um álbum de fotos da página do artista no facebook, através do link: http://tinyurl.com/OcupacaoOlympia

“Pensão Artística” é um projeto de convivência compartilhada de curto período na Região Portuária do Rio de Janeiro, onde serão realizadas atividades de produção e exibição de obras de arte em um pequeno hotel, numa zona bem degradada, localizado na Rua Camerino, nº 15 (em frente à Praça dos Estivadores). Dani Soter, Daniela Dacorso, Fábio Carvalho e Heberth Sobral foram convidados pelo curador Marco Antonio Teobaldo para a ocupação deste local durante o período de 5 dias, cujos quartos servirão de residência artística para criação e espaço à visitação pública em horários pré-estabelecidos.

“Pensão Artística” pretende explorar todas as direções que estão tomando as manifestações artísticas nos espaços urbanos públicos e privados, sobretudo aqueles que carecem de uma ocupação ordenada e planejada. Transformações que ao largo do tempo vêm causando mudanças profundas nas dinâmicas de trabalho e produção. Assim, as redes colaborativas, o intercâmbio de ideias e de ferramentas são agora, elementos essenciais na criação. A revolução radical que causaram as novas tecnologias e a internet permite esse tipo de conexão, mas continua sendo importante a disponibilidade de um espaço físico para a criação e o encontro de artistas e suas propostas.
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PENSÃO ARTÍSTICA – ocupação dos artistas: Dani Soter, Daniela Dacorso, Fábio Carvalho e Heberth Sobral. Curadoria de Marco Antonio Teobaldo.



De 05 a 09 de maio.

Horário de visitação: das 11h às 18h (com agendamento)
Rua Camerino nº15 (em frente à Praça dos Estivadores)

Eventos complementares no Jardim do Valongo:

5 de maio – 18h – Música de Quinta (Karaokê)
6 de maio – 17h – Batuke de Ciata, com Mestre Riko
6 de maio – 18h – Na mesa com os artistas (bate-papo)

Samba Patrimônio Imaterial - Um século de Samba

Símbolo nacional mantém missão de preservar música e cultura dos bambas
Fonte: OGLOBO.GLOBO.COM



No grande caldeirão onde se faria o caldo do samba, o batuque, termo empregado genericamente para designar toda dança e canto feitos pelos negros, ganhou consistência na casa de Tia Ciata.

Ela, que veio do Recôncavo Baiano, morou no Rio inicialmente na Rua da Alfândega, no Centro, e posteriormente nas ruas General Pedra, Dos Cajueiros e na Visconde de Itaúna. Residiu ainda na Cidade Nova, entre os anos de 1899 e 1924. Tia Ciata tornou-se uma espécie de primeira dama das comunidades negras e foi em seu quintal que nasceu o samba carioca, segundo Gracy Mary Moreira, sua bisneta e presidente da Organização dos Remanescentes de Tia Ciata.

          Gracy Mary Moreira é bisneta de Tia Ciata - Hermes de Paula / Agência O Globo





— Ela promovia festas de candomblé e sempre organizava rodas de música ao fim das festividades. Toda a boemia carioca ia para lá, na região da Pedra do Sal, na Zona Portuária. As músicas eram feitas de improviso. Um levava o tamborim, outro o violão, e da mistura dos ritmos foi se criando pouco a pouco o samba — orgulha-se.

A própria Ciata encarregou-se também de levar o samba para a Zona Norte.

— Ela gostava muito da Igreja da Penha e dos santos católicos, e carregava para as festas do bairro os quitutes e os músicos — conta Gracy Mary.

A missão de manter viva a memória da família ela recebeu do pai, o músico e compositor Bucy Moreira, que reforçou o pedido antes de morrer.

— Ele queria que a Tia Ciata fosse sempre lembrada, assim como o samba. E preservar o patrimônio artístico que a nossa família ajudou a criar — lembra Gracy.

Dentre as ações que promove à frente da organização está o bloco Batuke de Ciata, composto por 200 ritmistas, sendo 180 deles mulheres. A composição não é por acaso.

— Sempre tive vontade de promover a cultura negra, reforçar o poder das mulheres. O bloco toca samba e maracatu para manter viva essas raízes — afirma ela.









domingo, 7 de agosto de 2016

Projeto Caminhos de Ciata

Será realizado mais uma edição do Projeto Caminhos de Ciata no dia 13 de agosto , transmite através de um tour na Pequena África, a cultura narrada, descrevendo os locais onde Tia Ciata passou, considerada a Matriarca do Samba!!!

Ponto de Encontro : 10h na Entrada do Museu de Arte do Rio (MAR)
Inscrições pelo email: remanescentestiaciata@gmail.com

Gratuito! Vagas Limitadas!