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sexta-feira, 14 de março de 2014

6ª EDIÇÃO DO BAILE BLACK BOM NA PEDRA DO SAL, ESPECIAL HOMENAGEM ÀS MULHERES

 DO MÊS DE MARÇO ACONTECERÁ EXCEPCIONALMENTE NO TERCEIRO SÁBADO DO MÊS DIA 15 (MOTIVO CARNAVAL), VEM PRO BLACK BOM!!!!!!!!!





BAILE BLACK BOM APRESENTA: 
★HISTÓRIAS DA PEQUENA ÁFRICA★
TIA CIATA, MÃE DO SAMBA
Na Pedra do Sal se encontraram as célebres tias baianas, cabeças de famílias extensas. Foi nas suas "pensões" que o batuque e o jongo se transformaram em partido alto e, logo, no amplo espaço da Praça Onze, no samba que conhecemos.
Rodas de samba e desfiles de ranchos Carnavalescos eram promovidos pela comunidade de baianos radicados no Rio de Janeiro, ligados ao culto religioso de matriz africana, na área conhecida como Pequena África. Eram eles: Hilário Jovino Ferreira (Lalo de Ouro), Perciliana Maria Constança (mãe do João da Baiana), Tia Amélia do Aragão (mãe do Donga), o legendário Amor (Getúlio Marinho da Silva), Tia Ciata, Tia Bebiana, Tia Rosa, Tia Sidata . As tias baianas como Ciata, Bibiana, Mônica, Perciliana e outras, que se encontravam no terreiro de João Alabá, formam um dos núcleos principais de organização e influência sobre a comunidade. São essas negras que ganham respeito por suas posições centrais no terreiro e por sua participação nas principais atividades do grupo, que garantiram a permanência das tradições africanas e as possibilidades de sua revitalização na vida mais ampla da cidade. A mais famosa de todas as baianas e a mais influente, foi Hilária Batista de Almeida, a "Tia Ciata", citada em todos os relatos do surgimento do samba carioca e dos ranchos (agremiações carnavalescas típicas da cidade do Rio de Janeiro, no final do século XIX e na primeira metade do século XX). O rancho fundado por Tia Ciata Chamava-se "O macaco é o outro", referência e crítica ao preconceito racial. Mulher de grande iniciativa e energia, Ciata faz sua vida de trabalho constante, tornando-se a iniciadora da tradição carioca das baianas quituteiras, atividade que tem forte fundamento religioso. Há, na época, muita atenção da polícia à reunião dos negros. Tanto o samba como o candomblé são objetos de contínua perseguição, vistos como coisas perigosas, que deveriam ser extintas. O samba mais afamado era da casa da Tia Ciata porque lá que os sambas, nascidos no morro, se tornavam conhecidos na roda e se popularizavam. Desta forma, essa mãe pequena respeitada, simboliza toda a estratégia de resistência musical à cortina de marginalização erguida contra o negro em seguida à abolição. Com a modernização da cidade e o deslocamento dos antigos moradores da Saúde para a Cidade Nova, o pequeno carnaval toma a Praça Onze. Hilário Jovino Ferreira, principal criador e organizador dos ranchos da Saúde, seria um dos responsáveis pelo deslocamento dos desfiles para o carnaval, que transformaria substancialmente suas características. Ao lado dos ranchos, malandros, desocupados, trabalhadores irregulares, todos saíam em grupos anárquicos formando blocos e cordões, ainda como uma continuidade negra do antigo entrudo.
O carnaval carioca perdia a sua feição bruta da primeira metade do século XIX ao africanizar-se para feição moderna, o ciclo dos grupos festeiros, chegando até a criação das escolas de samba. As festas eram frequentadas principalmente pela baianada e pelos negros que a eles se juntavam, estivadores, artesãos, alguns funcionários públicos, alguns mulatos e brancos de baixa classe, gente que se aproxima pelo lado do samba e do carnaval, e por doutores atraídos pelo exotismo das celebrações.


ESPECIAL MÊS DAS MULHERES:
Meninas Black Power e Questões Crespas: A negritude na cabeça.


Homenagem a Gracy Mary Moreira (bisneta de Tia Ciata) e Lucinha da Pedra do Sal.


O BAILE BLACK BOM traz também uma viagem no tempo da Black Music, com releituras dos maiores clássicos gênero, desde os anos 70 até os dias de hoje. A essência do baile “BLACK BOM” é resgatar os bailes de rua num belo espetáculo com Banda, DJ, Beat Box, Rap e toda a variedade de expressões artísticas que a Black Music pode oferecer! Completando o time de atrativos, Feira de Afro-empreendedores e Distribuição de kits Literários.

Nas pickups, agitando a pista, o DJ Leandro Marcelino Flash (vinil / black antigo, funk 70, R & B e Charme)

O evento ocorre todo segundo sábado do mês na pedra mais cultural do Rio de Janeiro, a PEDRA DO SAL que fica na zona portuária da Cidade Maravilhosa, área conhecida como Pequena África das 17h às 00h.

- PROMOÇÃO Compartilhe e ganhe
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Confira também o melhor da Moda Black com as marcas Colares D'Odarah, Katuchita e Lulu e Lili Acessórios.

Distribuição de kits promocionais do Ceap Centro De Articulação trazendo pro evento informação e cultura através da literatura afro-brasileira.

EVENTO GRATUITO!!!

Sejam Bem Vindos! O espaço é aberto, com bebidas baratas e ótima comida da tradicional Bodega do Sal.
Endereço: R Argemiro Bulção, 35 - Saúde, Centro (Próximo a Praça Mauá)

(Em caso de chuva moderada haverá evento. Será disponibilizada uma lona)
(Em caso de chuva forte o evento se adia, por ser ao ar livre)
REALIZAÇÃO:Botequim Bodega do Sal

Botacara Produções
Ceap Centro De Articulação
APOIO:Canal MOVTV

Stamparia Carioca
Maluconacho Producciones


Centenário de Abdias Nascimento no Cais do Valongo

Lavagem da Passarela do Samba, com participação da bisneta de Tia Ciata.

A lavagem da Passarela do Samba, cerimônia ecumênica que acontece há quatro anos e que já virou um dos símbolos do início do Carnaval carioca, foi realizada neste domingo (23) cercada de misticismo. Tradicionalmente, o evento acontece no último domingo antes do Carnaval e antes também da escola campeã do ano anterior realizar os testes de luz e som da avenida, no último ensaio técnico. Este ano, o evento virou uma grande festa e abriu as comemorações pelos 30 anos da Passarela do Samba.
Um cortejo com a participação de representantes de todas as escolas de samba desfilou pela passarela em homenagem à São Sebastião - padroeiro da cidade do Rio de Janeiro. Enquanto baianas lavavam, benziam e defumavam a avenida, Dudu Nobre entoava, do carro de som, sambas marcantes de todos os tempos, levando as arquibancadas ao delírio.
Foto:Shampoo
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Gracy Mary Moreira, Maria Moura e Milton Cunha
Segundo o diretor de Carnaval da Liesa e ex-presidente da Mangueira, Elmo José dos Santos, a cerimônia é uma homenagem às tias que, segundo ele, são as verdadeiras criadoras do Carnaval. "É uma grande oportunidade de homenagear as baianas, que são as verdadeiras mães do samba. Na verdade, elas são as raízes do samba. Este ano, vamos saudar São Sebastião, o pai Xangô e Iansã, que são quem vai tomar conta do ano. Vamos pedir um bom Carnaval e que todos possam brincar e fazer um grande espetáculo"

Foto:Shampoo
Gracy Mary Moreira, Elmo José dos santos e Maria Moura


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Foto: Foto by Henrique Matos, O FOTÓGRAFO DO CARNAVAL
As baianas, lideradas por Maria Moura, junto com Gracy Mary Moreira (bisneta de Tia Ciata) Lavarama pista com água de cheiro - água de mar, de cachoeira e de rio, usando vassouras feitas de ervas. "Esta cerimônia é o resgate das nossas tradições", afirmou a líder das baianas.
E a festa mostrou que boa convivência entre todas as religiões. Após a dança de Xangô e Iansã, um andor com uma imagem de São Sebastião entrou na avenida, seguido pelas baianas que carregavam moringas com banhos de cheiro, além de flores e ervas. Antes, no entendo, o Padre Antonio deu a bênção católica sobre a passarela, o Carnaval e todos os envolvidos na festa. 

Centenário de Abdias nascimento no Cais do Valongo