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domingo, 30 de novembro de 2014

Hilária Batista de Almeida, conhecida como "Tia Ciata", no Livro dos Heróis da Pátria.

O deputado Jean Wyllys (PSOL/RJ) aprovou como relator Ad Hoc, nesta quarta-feira, 12, durante reunião da Comissão de Cultura, os projetos de lei 6.859/13 e 7.230/14, que reconhecem os religiosos Dom Helder Câmara e Hilária Batista de Almeida como “Patrono Brasileiro dos Direitos Humanos” e como membro do “Livro dos Heróis da Pátria”, respectivamente.

Segundo o deputado, relembrar as vidas e os trabalhos de Dom Helder Câmara, um cristão católico, patrono dos direitos humanos, e da mãe de santo baiana Hilária Batista de Almeida, é simbólico em tempos em que o recrudescimento do fundamentalismo religioso ameaça a liberdade de crença e de não crença garantida pela Constituição de 1988.

“Prestar essa homenagem a Dom Helder Câmara é resgatar o espírito do cristianismo de combate às opressões e defesas dos direitos humanos que vem se perdendo por conta do fundamentalismo religioso que vem se organizando política e economicamente. Esse fundamentalismo, inclusive, quer impedir essa casa de avançar na questão dos direitos humanos”, disse Wyllys, acrescentando que a politização de sua existência e sua consciência das injustiças do mundo foi dada pela pastoral da Igreja Católica e pela teologia da libertação, movimento do qual Dom Hélder Câmara foi um dos grandes nomes. Conhecido internacionalmente pela defesa dos direitos humanos, Dom Helder foi indicado quatro vezes para o Prêmio Nobel da Paz.

O deputado relembrou a história de vida de Tia Ciata, como a Ialorixá Hilária Batista de Almeida é mais conhecida, para delinear sua importância na preservação das tradições da cultura afro-brasileira. Considerada por muitos como uma das figuras influentes para o surgimento do samba e como a Mãe da batucada brasileira, Hilária deixou Salvador por causa das perseguições policiais do início do século 20 e se mudou para o Rio de Janeiro para ter a liberdade de praticar seu culto religioso. Sua casa se tornou ponto de reunião dos sambistas no começo daquele século e lá foi criado o samba "Pelo Telefone" - o primeiro samba gravado em disco no País.

“O samba, como diz o Caetano, é pai do prazer, mas e também filho da dor e é uma resposta do povo negro à escravidão e tudo que decorreu depois. Por isso mesmo Caetano diz, em letra de outra canção: ‘E o povo negro entendeu que o grande vencedor se ergue além da dor. Tudo chegou sobrevivente num navio. Quem descobriu o Brasil? Foi o negro que viu a crueldade bem de frente e ainda produziu milagres de fé no extremo ocidente’”, disse Wyllys. “Esse milagre de fé está ligado aos santos e orixás que Tia Ciata cultuava, à sua saída da Bahia para poder cultuar seus orixás à vontade, e o fato de ter engendrado junto com os outros parceiros essa expressão cultural que hoje move a indústria cultural e milhões, como o samba”, finalizou.


VII Sarau Musical - O Samba Completo de Bucy Moreira


A Associação Carnavalesca Infiéis Convida, Para:
VII Sarau Musical - O Samba Completo de Bucy Moreira
08 de Novembro de 2014. – 16:00 horas Largo do
Curvelo
Santa Teresa


VII Sarau Musical Inféis 2014 - Bucy Moreira: O Sambista completo.
O Louva Deus convida a todos os amigos para um passeio musical pelo século XX, dos primórdios do samba, (nosso ritmo maior!) passando pela longa estrada de melodias que traduzem e sintetizam a alma carioca. Hoje queremos homenagear aquele que nasceu nos terreiros, passou pela Praça Onze, pela saudosa Pequena África, caminhou com a turma do Estácio... compondo de sambas ritmados ao samba canção bailou e fez bailar nas Escolas de Samba, morros, vielas, boates e dancings.
Bucy Moreira em seus mais de 70 anos participou de toda as fases do samba: de seu nascimento, passando por suas maiores transformações, vivenciando os cíclicos apogeus e crepúsculos. Narrando histórias de boemia e malandragem que marcaram seus primeiros anos de vida. Fruto do Quintal de Tia Ciata foi o sambista completo: Compositor, Cantor, Ritmista e Grande Passista do Miudinho.
Suas músicas nos contam as histórias de preconceito, perseguições e requebro; festas e alegrias. Em sua discografia vamos encontrar no som do pandeiro, na batida da faca no prato o samba nascente dos quintais de linguagem dura e dolente, o falar arrastado... E continuar ouvindo seus sambas é como desenrolar um “fio de Ariadne” que nos conduz pelo caminhar mágico do samba no seu primeiro século de vida.

Salve o Samba: Salve Bucy Moreira!
Saudações Infiéis!!!


       Quinteto Infiéis









Reuniões para de preparação Vinda do Rei no Rio de Janeiro.

Mulheres Bambas do Samba 2014



Para resgatar a participação feminina ao longo de mais de um século. A Infiéis Associação Carnavalesca Infiéis, inaugurou, no ano de 2011, o projeto Mulheres Bambas do Samba.Que apresentou a mulher em seus múltiplos papéis: anfitriãs, pastoras, quituteiras, compositoras, intérpretes, ativistas culturais, entre outros. E este ano temos a mulher como protagonista na luta diária de preservação do samba.

ENTRADA FRANCA 

Venda de bebidas e comida durante o evento

PROGRAMAÇÃO:.

*12:30 - Abertura dos Portões

*13:30 Exibição de Filme
Tia Andreza do Morro Azul

*14:00 Roda de ConversaBate Papo: Cultura Popular; Tradição familiar; Luta social e cultural no mundo do samba. 
Participantes:

ANGELA NENZY









                                                  Apresentação Musical – Infiéis


                                             Angélica Ventura, Inês Carrera, Ivy Morais e Tainá Louven 


                                                Angélica Ventura, Inês Carrera, Ivy Morais e Tainá Louven 




Fonte: http://now-events.net/br/page/2640219




quarta-feira, 15 de outubro de 2014

III ENCONTRO DE GESTORES MUNICIPAIS PARA PROMOÇÃO DO REGISTRO CIVIL DE NASCIMENTO E AMPLIAÇÃO DO ACESSO À DOCUMENTAÇÃO BÁSICA DO ESTADO DO RJ


Data: 16/10/14
Horário: 9h às 18h
Local: Auditório da OAB
Endereço: AV. Marechal Câmara, 150, 9º andar, Centro- RJ

VAGAS LIMITADAS E GRATUITAS!

            Inscrições de 28/08/2014 até 06/10/2014

 Por gentileza, efetive sua inscrição através do endereço eletrônico subregistroseasdhrj@gmail.com (Favor colocar município, órgão, nome completo, função, telefone institucional, celular, e-mail).
Estamos à disposição nos telefones 2334-5540/ 2334-5553.

Programação


09h - Credenciamento e Coffee break
09h30min - Mesa de Abertura:

- Representante da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH- PR).

- Representante da Secretaria Estadual de Assistência Social e Direitos Humanos do Rio de Janeiro (SEASDH-RJ).

- Representante da Ordem dos Advogados do Brasil - Seccional do Rio de Janeiro (OAB-RJ).

- Representante do Comitê Gestor Estadual de Políticas de Erradicação do Sub-Registro Civil de Nascimento e Ampliação do Acesso à Documentação Básica do Rio de Janeiro.
10h – Mesa de Debate:

Registro Tardio de nascimento: fluxo e papel dos atores.

- Leilá Leonardos - Coordenadora da Mobilização Nacional para o Registro Civil de Nascimento da Secretaria de Direitos Humanos do Governo Federal.

- Dra. Raquel Chrispino – Juíza Coordenadora da Secretaria de Erradicação do Sub-Registro de Nascimento da Corregedoria Geral de Justiça do Estado do Rio de Janeiro.

- Representante da Associação dos Registradores de Pessoas Naturais do Estado do Rio de Janeiro (ARPEN- RJ).

-Representante do Departamento de Trânsito do Estado do Rio de Janeiro (DETRAN-RJ).
12h – Almoço
13h30min

“Unidades Interligadas”- Experiências de outros estados.
15h

Palestra sobre Paternidade com a Dra. em Sociologia Ana Liési Thurler; pesquisadora e consultora em Direitos Humanos das Mulheres; integrante dos grupos de pesquisa “Vozes Femininas” e “GEFM - Grupo de Estudos Feministas” da UnB; autora do livro “Em nome da mãe: o não reconhecimento paterno no Brasil”.
17h30min - Encerramento

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Documentário "FOLIAR BRASIL DOC"

 "FOLIAR BRASIL DOC" que estreia dia 01/10, próxima quarta-feira, nos canais:
NET TV - Canal 116 ou 156 ; ClaroTV - Canal 68; GVT TV - Canal 109; CTBC - Canal 300 (versão HD); SimTV; ViaCabo;
Ao todo são 13 epsódios rodados pelas Festas Populares do Brasil. Nesse episódio de estréia foliamos pelo carnaval do Rio de Janeiro.
Veja as datas de exibição da Série abaixo:

01-out-14         quarta – feira    FOLIAR BRASIL DOC      21:30:00                               Carnaval do Rio  - ESTREIA!

08-out-14         quarta - feira    FOLIAR BRASIL DOC      21:30:00             Festa do Papangú, CE.

15-out-14         quarta - feira    FOLIAR BRASIL DOC      21:35:00                Festa de São Jorge, RJ.

22-out-14         quarta - feira    FOLIAR BRASIL DOC      21:30:00                Festa da Lavadeira, PE.

Foto: Estreia na próxima quarta-feira (01/10), no canal Prime Box Brazil, a série 'Foliar Brasil Doc'.

Onde assistir: NET TV - Canal 116 ou 156 ; ClaroTV - Canal 68; GVT TV - Canal 109; CTBC - Canal 300 (versão HD); SimTV



www.florafilmes.com
contato@florafilmes.com
facebook/pages/Flora-Filmes-Produções

terça-feira, 12 de agosto de 2014

Encontro Nacional de Mulheres da UNEGRO, realizado de 25 a 27 de julho

Resolução do encontro Nacional de Mulheres da UNEGRO: Carta de Vitória  

                                                      


Reunidas no Encontro Nacional de Mulheres da UNEGRO, realizado de 25 a 27 de julho, em Vitória/ES, dando continuidade à efetiva inserção nas lutas das mulheres negras, cujas diretrizes foram aprovadas no “I Colóquio Internacional de Mulheres Negras na Geopolítica” realizado em novembro de 2008 na cidade de Salvador/BA, declaramos que o evento ocorre num ano eleitoral carregado de simbolismo, pois o povo brasileiro avaliará a primeira experiência de um mandato presidencial encabeçado por uma mulher. Não se trata de qualquer mulher, mas uma Presidenta que teve apoio da UNEGRO e da maioria do Movimento Negro Brasileiro por representar a continuidade do Governo Lula, guardar profundas convicções progressistas, sensibilidade e determinação em combater, com os meios de que dispõe, a desigualdade sociopolítica entre homens e mulheres. Diante disso, além do necessário debate sobre políticas públicas de enfrentamento á violência, desigualdade salarial, mortalidade materna, inobservância de direitos sexuais e reprodutivos, tráfico de mulheres e escravidão sexual, dentre outros agravos decorrentes do patriarcado, do machismo e do racismo, faz-se necessário avaliar as condições em que estão inseridas e propor medidas que contribuam com a ascensão de mulheres, em especial as negras, em espaços de poder e supere a sub-representação nos parlamentos, executivos e nas altas instâncias judiciárias.

Sempre quando se refere à base socioeconômica da população brasileira está se falando em maioria de negras e negros; por isso, as políticas sociais empreendidas pelo Governo Federal estão beneficiando diretamente as mulheres negras, exemplos como o Programa Bolsa Família e o Programa de Habitação Popular Minha Casa, Minha Vida, em que o cartão do banco vai direto às mãos das beneficiárias e a habitação registrada no nome da mulher, têm influenciado as relações de gênero nos estratos mais pobres da população, na medida em que fortalecem as titulares dos benefícios livrando-as da dependência que a submete na relação. Outra iniciativa importante que impactou positivamente sobre as condições materiais e simbólicas das mulheres negras foi a PEC das Empregadas Domesticas, pois resgatou direitos trabalhistas

universalizados e consolidados aos trabalhadores desde o governo de Getúlio Vargas na primeira metade do século passado. Além de permitir o exercício da cidadania negada desde 13 de maio de 1888. Setores reacionários da classe média brasileira estão indignados com a nova Lei, após a PEC ser sancionada as trabalhadoras domésticas adquiriram um poder inimaginável para as mentalidades reacionárias, ou seja, o poder de negociar as condições que venderá sua força de trabalho – Para os racistas, tal possibilidade significa um atrevimento inaceitável, quanto que para o Movimento Negro trata-se de mais um resquício da escravidão enterrado a partir da luta protagonizada por mulheres negras. As políticas de ações afirmativas voltadas a população negra, mais destacadamente as políticas de inclusão no Ensino Superior, têm beneficiado assertivamente as mulheres negras. Dados indicam evolução da presença de jovens negras no Ensino Superior, de 15% a 21%, entre 2003 e 2009. Na educação é possível encontrar os mais alvissareiros registros do sucesso das políticas de igualdade racial do atual governo e da efetiva incorporação de mulheres negras. As políticas, programas e projetos sociais que atendem a prioridade de Lula e Dilma e as políticas focadas na população negra são emblemáticas na diferença de governos comprometidos com o povo e os que governam segundo os interesses dos mais ricos, por isso considerarmos que o Governo Dilma foi positivo ao país, para as mulheres negras e ao povo, no entanto, há muito que ser feito no sentido de criar condições para emancipar da pobreza, do machismo, do racismo, da discriminação e do preconceito as 50 milhões de mulheres negras, correspondentes a mais de um quarto da população brasileira.Nas questões estruturantes que definem as condições e qualidade de vida, apesar dos vários esforços, governos e sociedade não têm se empenhado o suficiente para criar caminhos capazes de dar às mulheres negras oportunidades de saírem das margens, elas acumulam desvantagens de várias ordens em relação aos homens brancos, mulheres brancas e homens negros. A expectativa de vida das negras é mais reduzida, dados indicam que 10,3% das mulheres negras atingem 60 anos, enquanto as brancas são 14%. Sabemos que acesso a saúd
e, saneamento básico, educação, trabalho digno, alimentação adequada, dentre outras, são condicionantes de longevidade. Das famílias chefiadas por mulheres, 51,1% são negras, apenas 4,5% delas vivem sozinhas, a maioria é mulher com filho e casal sem filho (55,2% e 52,4% respectivamente), dessas 69% sobrevivem com renda familiar até um salário mínimo, esses fatores são indicadores de maior concentração de pobreza e fragilidades, que se retroalimentam. Somente com medidas de fortalecimento educacional e econômico será possível que essas famílias saiam do círculo vicioso da marginalidade.
As assimetrias se agudizam quando se trata da participação na renda e riqueza nacional, e no mercado de trabalho; apesar do aumento médio em suas rendas as mulheres negras continuam na base socioeconômica da população brasileira, recebem, de acordo om o IPEA, 51% da média salarial das mulheres brancas mesmo em atividades iguais.  Nas questões de violações de direitos pela violência os dados também confirmam a maior vulnerabilidade das mulheres negras. No Brasil, no período de 2001 a 2011, estima-se que ocorreram mais de 50 mil homicídios de mulheres, o que equivale a quase  5.000 mortes por ano, parte destes óbitos foram decorrentes de violência doméstica e familiar contra a mulher, uma vez que um terço deles tiveram o domicílio como local de ocorrência. Cerca de 61% dos óbitos foram de mulheres negras, que foram as principais vítimas em todas as regiões, à exceção da Sul. O Brasil assiste em silêncio um hediondo feminicídio. Nesse período as mulheres jovens foram também as principais vítimas: 31% estavam na faixa etária de 20 a 29 anos e 23% de 30 a 39 anos. Mais da metade dos óbitos (54%) foram de mulheres de 20 a 39 anos. As principais vítimas da violência homofóbica/lesbofóbica/transfóbica são adolescentes e jovens de 15 a 29 anos de idade (47,1%), sendo 16% adolescentes entre 15 e 18 anos, e 31,1% jovens de 19 a 29 anos de idade. No critério raça/cor, a população negra e parda também aparece no topo da lista das vítimas: 51,1% das vítimas são negras e 44,5% brancas. Conforme dados da OMS/OPAS.
Na atenção a saúde das mulheres negras o racismo institucional acentua a precarização do atendimento, estereótipos racistas orientam posturas profissionais, por isso, as mulheres negras recebem atenção desigual no sistema de saúde, são as menos examinadas nas consultas médicas, menos anestesiadas e as maiores vítimas de morte por causas evitáveis (90% das mortes). Em relação ao campo da representação política o racismo se explicita sem nenhuma cerimônia, a população brasileira é composta de 50,6% de negras e negros, entretanto, nos parlamentos (Câmaras Municipais, Assembleias Legislativas e Distritais) é de apenas 8,9%, conforme Balanço do Voto Étnico Negrorealizado pela UNEGRO nas eleições de 2006 a 2010. Nos 40 Ministérios apenas o da Igualdade Racial a titular é negra; dentre as 50 maiores estatais nenhuma é presidida por mulher ou homem negro. Apesar de Dilma ter aumentado a presença de mulheres nos altos escalões da República, mas não incorporou, nessa correta medida as mulheres negras. Há apenas uma Senadora negra num universo de 81 senadores, 1,2% do total; dos 513 Deputados Federais apenas 04 são mulheres negras, ou seja, 0,8% da Câmara dos Deputados.Para UNEGRO, a maior distorção da democracia brasileira se dá no campo da representação política, daí a necessidade de reformas no sistema político, mais destacadamente a reforma política. Defendemos uma reforma que democratize a nação, incorpore o povo, fortaleça as instituições partidárias, garanta a presença de mulheres e negras nas listas partidárias. Para isso somaremos aos esforços dos movimentos sociais que crescentemente têm pautado a reforma política. Além da reforma política será necessário um processo de convencimento da população negra visando maior participação política e consciência que a responsabilidade inicial de ascender negras e negros no poder não pode ser delegada a segundos.Consideramos que as forças políticas que atualmente governam o país são as únicas com condições de assumir novos compromissos com a população negra com vista a superar a dívida histórica que a nação tem com as mulheres negras. Por isso, defendemos a continuidade de Dilma Rousseff na Presidência da República com a certeza que aprofundará a mudança.Apoiamos Dilma por:
Ampliar as políticas públicas, aprofundando as transformações na educação


brasileira, utilizando os 10% do PIB e executando as metas previstas no PNE visando garantir educação de qualidade a todas as brasileiras e brasileiros, com professoras bem formadas e bem pagas, políticas efetivas de permanência com universalização das bolsas, ambiente saudável nas escolas bem equipadas, reconhecimento dos estudantes como sujeitos do processo de aprendizagem, revolução curricular e efetiva implementação da lei 10.639/03 e uma educação libertadora que supere e desconstrua os estereótipos de gênero, raciais, geracionais e de orientação sexual;
- Implementar uma Política de Trabalho Decente voltada às mulheres negras, buscando enfrentar estereótipos racistas persistentes no mundo do trabalho, garantir salário igual para trabalho igual, enfrentar o desemprego, subemprego e precarização das condições de trabalho das mulheres negras, permitir condições de conciliação trabalho-estudo-vida familiar;- Pela imediata regulamentação do trabalho doméstico no Brasil, reconhecendo os direitos dessas trabalhadoras, qualificando a Justiça do Trabalho a conscientizar a população e combater quaisquer desrespeitos aos seus direitos;- Aprovação da Reforma Política que combata o financiamento privado das campanhas, incorpore as demandas populares, fortaleça as instituições partidárias, garanta a presença de mulheres e negras nas listas partidárias;- Universalização das creches públicas, sobretudo nas periferias de todas as cidades brasileiras, e ampliação da educação em tempo integral visando oportunizar às crianças e jovens negras e negros maior qualidade e oportunidades de qualificação educacional;- Promoção de políticas públicas voltadas à qualificação das mulheres negras nas áreas de tecnologia de ponta e de produção científica estratégicas ao país;- Ampliação das campanhas de combate à violência doméstica intrafamiliar, assédio moral e sexual e das ações do Pacto Nacional de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres de modo que ela proteja a vida das mulheres negras e eduquem a nossa sociedade outra forma de relação com as mulheres;- Pela ampliação das
















políticas voltadas à garantia da vida e à promoção de seus direitos por meio do acesso às políticas de desenvolvimento, autonomia e emancipação de jovens homens e mulheres negras, vitimados pelo genocídio da juventude negra;- Pelo fortalecimento do SUS, implantação da política integral da população negra, combate ao racismo institucional na saúde, humanização no atendimento, implantação do quesito cor em todos os documentos e sistema de informação do SUS.- Pela reformas democráticas: meios de comunicação, urbana, rural, judiciária e tributária;- Pelo enfrentamento e superação de toda forma de racismo e sexismo institucionais;- Por financiamento a políticas públicas voltadas a cultura e comunicação que contribuam para a desconstrução de esterótipos racistas, sexistas e lesbofóbicos, e que tenham nas mulheres negras as protagonistas dessas ações.Por fim queremos convocar todas as Uunegrinas a fortalecer as articulações e protagonismo político do Fórum Nacional de Mulheres Negras, e suas seções estaduais, pois acreditamos que este é um espaço privilegiado de debate e articulações políticas visando a organização coletiva e a incidência política das mulheres negras nos temas da agenda nacional. Nesse esteio consideramos que ao lado da participação no processo eleitoral também seja uma prioridade para as mulheres unegrinas a construção da I Marcha Nacional das Mulheres Negras contra o racismo e a violência e pelo bem viver a ser realizada em 13 de maio de 2015 em Brasília e que já estão sendo montados e articulados Comitês em todo o Brasil.

Vitória/ES de 25 a 27 de julho de 2014
UNEGRO- União de Negros Pela Igualdade

Seminário Preparatório para o Congresso Nacional Afro - Brasileiro

No dia 12 de Julho passado foi realizado no Centro CulturalCartola - Mangueira-RJ, o seminário  preparatóriopara o congresso Nacional Afro - Brasileiro(CNAB). Objetivo é preparar e informar os interessados para a IV edição do evento . Na ocasião foi discutida a tese do CNAB - Nacional, houve apresentação do hino da Juventude sancionado pela Presidente  Dilma Rousseff.  Na mesa, nossa representante , Presidente daORTC  Gracy Mary Moreira,  Presidente do CNAB Ubiraci Dantas,
1º Vice Presidente Irapuan Santos, Conselho Nacional Iraguaci Santos, Sec. Nacional de formação e Alfabetização Cidamaia, Secretária de Cultura CNAB Geisa Keth, Ativista Social Músico e compositor Bira da Vila, 1º Secretário CNAB Iraguaci, 2º secretária Cidamaia, Secretária da UNI Nacional. 



No encontro temas importantes foram abordados que são:Cultura Afro-Brasileira, Lei 10.639, Ações afirmativas e Políticas públicas e a Mulher. Que inclui: O negro e o mercado de trabalho, 10 anos do sistema de cotas, a mulher negra, políticas e ações afirmativas, papel do negro na construção da identidade nacional, votação para aprovação das propostas do Rio de Janeiro e delegação para representar a cidade no Congresso nos dias 25 e 26/07/14 em São Paulo.


Presidente da ORTC  Gracy Mary Moreira,  Presidente do CNAB Ubiraci Dantas, Secretaria de Cultura CNAB Geisa Keth, 
Ativista Social Músico e compositor Bira da Vila, 1º Secretário CNAB Iraguaci, 2º secretária Cidamaia e Secretária da UNI Nacional. 










 Foto: CNAB caminha com a Capoeira  

sexta-feira, 20 de junho de 2014

ALERJ DEBATE PROJETO DE INTERCÂMBIO CULTURAL ENTRE UNEGRO E CASA DO CARIBE


O intercâmbio culturFoto bandeira Unegroal  entre Rio e Cuba, formalmente representados pela União de Negros pela Igualdade (Unegro) e pela Casa do Caribe, foi o tema da audiência pública promovida pela deputada Rosangela Gomes (PRB) no dia 16 de junho, na Alerj. Através dessa parceria será possível estabelecer projetos nas áreas educacional, esportiva e cultural levando fluminenses para Cuba e trazendo nativos de lá para o Rio. A prioridade será para negros e jovens carentes.
A parlamentar afirmou que, através de uma emenda, autorizou o poder executivo a destinar recursos para a realização de seminários, shows e debates no dia 25 de julho, data em que se comemora o dia da Mulher Latino-Americana e Caribenha. “Essa foi a maneira que tivemos de colaborar. Espero que esse projeto piloto com a Unegro seja o primeiro de muitos realizado entre a Casa do Caribe e outras instituições no Estado. Assim, seremos o segundo estado do Brasil depois de Pernambuco a ter uma representação da Casa do Caribe”, comemorou Rosangela Gomes.
Cláudia Vitorino, Rosangela Gomes e Fernando Calderón
Participaram da mesa, além da deputada, a coordenadora nacional da Unegro,Cláudia Vitalino, a superintendente da Igualdade
Racial da prefeitura de Belford Roxo, Conceição D`Lissa
,  o representante da Casa de Cultura do Caribe, Fernando Calderón, e a secretária da Associação de Apoio aos Africanos no Brasil, Maria Mariano Barbosa. Apesar de ser uma segunda-feira, véspera de jogo do Brasil, o quórum foi bom, com participantes de várias regiões do Estado, como Baixada e Região Serrana.
Integrante da União da Juventude Socialista (UJS), a estudante de engenharia da UFF, Helena Bretas, contou que entrou na universidade através do sistema de cotas e perguntou como é ingresso no sistema universitário cubano. Convidado pelo representante de Cuba, o médico Raciel Hernandez, 31 anos, integrante do Programa Mais Médicos, informou que todas as universidades são gratuitas e os estudantes podem estudar o curso que desejarem. Ele trabalha na comunidade de Ititioca, perto de Pendotiba, em Niterói.


COnceição e Maria MarianaConceição D`Lissa é também yalorixá e integra a comitiva que estará em Cuba durante o Festival do Caribe, entre 3 e 9 de julho, e elogiou a iniciativa. “Este é um momento importante para estabelecer uma Casa do Caribe no Rio. Querem retirar e desconstruir nossa identidade e nossos valores. Com essa ação, fortalecemos a cultura negra brasileira e cubana. Precisamos é ter paz e união entre todas as denominações religiosas”, pediu a superintendente da Igualdade Racial de Belford Roxo.
Diretor da Unegro e da UJS, Ilram Albuquerque saudou a iniciativa da deputada Rosangela Gomes. “É importante dentro da democracia ter um plentário tão negro e entender a política como instrumento de empoderamento do negro. Cuba é um país irmão e devemos ver o povo latino-americano como livre e unido, mas constituído de diferentes manifestações culturais, principalmente se o Brasil quiser ser a 6ª potência mundial como disse a presidente Dilma”.

Rosangela Gomes colocou seu mandato à disposição caso as instituições desejem realizar outras audiências para discutir o tema intercâmbio Rio- Casa do Caribe. “A troca de experiências, inclusive no legislativo, é fundamental  para que as leis nasçam do povo. Estou aqui para isso”, concluiu a parlamentar.

Participaram também Iram França, da União Brasileira de Estudantes Secundaristas (UBES), morador de Petrópolis; a representante da vereadora de Caxias, Leide, Cristiane de Oliveira; Rafael Acioli, Erom Barbosa  e Marcelo Amâncio pela Unegro; a professora e assessora da deputada Rosangela Gomes, Jô Feital, e as professoras Vania Bretas, de Niterói, e Sheila, de Japeri.

Fotos: Mariana Ramos
Texto: Bernadete Travassos