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domingo, 11 de novembro de 2012

Semana de Letras agita Anhanguera São Caetano

Evento gratuito ocorre nos dias 12 a 14 e 21 a 23 de novembro

A Faculdade Anhanguera de São Caetano promove a Semana de Letras, de 12 a 14 e de 21 a 23 de novembro, das 19h30 às 22h. O evento, organizado pelo grupo Letras em Ação e pela coordenação da graduação em Letras, terá para esta edição o tema “Reflexos da formação contínua: teoria-docência-pesquisa em sala de aula”.


A iniciativa é gratuita e aberta ao público externo, tendo por objetivo debater os novos caminhos da Literatura, produção textual e da docência, gerando reflexão em alunos e participantes.



A abertura da Semana de Letras acontece nesta segunda (12/11) e contará a Aula Magna sobre “Produção textual: uma questão de gênero”, com a docente ligada a Coordenadoria Geral de Especialização, Aperfeiçoamento e Extensão (COGAE) da PUC –SP, Ermelinda Maria Barricelli. Para o dia seguinte, a programação conta com a mesa-redonda “Mito, memória e utopia na Literatura Brasileira”, que será mediada pela professora Carla Magatti.



Fechando este primeiro ciclo de atividades, na quarta (14), o coordenador da graduação em Letras da Anhanguera de São Caetano, professor Sidnei Barreto Nogueira, ministra “As várias faces do ressentimento: uma análise com base na semiótica de Greimas e Fontanille”.



Dando continuidade, o ciclo de palestras recomeça no dia 21 com a palestra do professor Ítalo Meneghetti Filho sobre “Até onde pode ir a literatura: as relações entre produção literária, pesquisa e a carreira docente”. Na terça, é a vez do professor Fernando Ribeiro guiar os debates com a temática sobre “A importância da língua inglesa e o papel do aluno BA aprendizagem de uma língua estrangeira: porque é possível aprender”



Encerrando as atividades da Semana de Literatura, os estudantes do 1º ao 6º semestres do curso realizam um Sarau e Exposição dos trabalhas da ATPs (Atividades Práticas Supervisionadas) .


Serviço:

Semana de Letras “Reflexos da formação contínua teoria-docência-pesquisa em sala de aula”
Faculdade Anhanguera de São Caetano

Data: De 12 a 14 e de 21 a 23 de novembro
Horário: Das 19h30 às 22h
Local: Auditórios I e II
Endereço: Rua Conceição 321, bairro Santo Antônio, São Caetano do Sul
Evento Gratuito e sem inscrição



Sobre a Anhanguera Educacional Participações S.A.

A Anhanguera Educacional Participações S.A é o maior grupo educacional da América Latina em número de alunos. Alinhada à nova fase de desenvolvimento do Brasil, a Instituição oferece ao jovem profissional conveniência e conteúdo compatível com o mercado de trabalho em seus cursos de graduação, pós-graduação e extensão, contribuindo com o projeto de vida dos alunos de crescimento e ascensão profissional. A companhia é líder no uso de novas tecnologias no setor educacional e está presente em todos os estados brasileiros, com 70 campi e mais de 500 unidades de educação a distância, incluindo a Rede LFG, maior especialista na preparação e qualificação de profissionais para atuar com excelência no setor público. Reconhecida pelas melhores práticas de governança corporativa, ingressou na BM&FBovespa em março de 2007 e, atualmente, integra o Novo Mercado.

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sábado, 10 de novembro de 2012

A PEQUENA ÁFRICA NO MIDRASH

Fonte: MIDRASH Júnia Azevedo
Assessoria de Imprensa  


Ciclo RAÍZES CARIOCAS 
debate a identidade cultural brasileira a partir da convivência entre judeus, árabes, negros e ciganos no Centro do Rio

No dia 7 de novembro, o Midrash Centro Cultural abriu o ciclo de eventos sobre a criação da identidade cultural brasileira pela mistura de raças ocorrida nos séculos XIX e XX, no Rio de Janeiro. O primeiro encontro, sobre a Pequena África, reuniu Gracy Mary Moreira (bisneta da Tia Ciata), Luiz Carlos Prestes Filho (filho de Luiz Carlos Prestes e especialista em Economia da Cultura), Mio Vacite (presidente da União Cigana do Brasil) e Milton Mendonça Teixeira (arquiteto e historiador).

“Há duas manifestações que nos definem como brasileiros: o samba e o carnaval. E ambos nasceram ali, na Pequena África", disse Prestes sobre a zona portuária, que abraça hoje os bairros da Saúde, Gamboa e Santo Cristo. “Com as obras da Copa e das Olimpíadas, a região tem sido desconfigurada novamente, sendo chamada de Porto Maravilha. Essa área deveria ser identificada como território fundamental da cultura brasileira”, afirmou. Prestes contou que mais de 80 escolas de samba que ocupam a área vêm sendo despejadas. “Por que construir um Museu do Futuro num lugar com um passado tão rico?”, perguntou, comentando que o melhor seria preservar e não apagar os rastros de uma cultura tão rica. “O Rio é um grande laboratório de brasilidade. É como se fôssemos o Brasil em miniatura”, disse.

                         

Em seguida, com muito humor, o historiador Milton Teixeira exibiu fotos e contou curiosidades sobre a história da cidade. Ao mostrar imagens da antiga Praça 11 e de outras belas construções destruídas ao longo dos anos, ele comentou: “Sempre existiu entre as elites uma vontade grande de apagar o negro e o pobre”. Milton contou que a Pequena África sempre recebeu de braços abertos os imigrantes. “Aos poucos a área se configurou com um gueto negro e judeu. O Rio propiciou uma rara fusão entre negros e judeus”, contou.

Em seguida, Gracy Mary Moreira falou sobre sua bisavó Tia Ciata, a mãe de santo em cuja casa o samba nasceu. Sempre aberto para pagodes, o local reunia negros, judeus, italianos e ciganos em torno dos tambores. “Tia Ciata estimulava esse respeito às diferenças”, contou Gracy. “A Pequena África é a pátria do samba e a casa da Tia Ciata, a sua capital”, emendou Prestes. Para finalizar, Mio Vacite explicou sobre a presença dos ciganos na cidade, falando que, ao longo do tempo, eles foram sendo excluídos do convívio com as elites. “Os ciganos eram frequentemente chamados para animar as festas da corte, com suas músicas e danças”. Depois que um historiador no século XIX (Heinrich Grellman) taxou-os de ladrões, teve início um grande preconceito contra o povo. Mio contou também sobre as heranças dos ciganos na nossa cultura, como a introdução do violão de sete cordas.

                            

Na plateia, destacavam-se figuras importantes do samba e da nossa cultura popular, como Mãe Regina de Oxossi, Betinha (presidente da Escola de Samba de Vigário Geral), Verinha do Cavaco (do Grupo Feminino Negras Raízes), Claudio Peixe (da Liga das Escolas de Samba do Rio de Janeiro) e Tia Holanda (presidente da ala das baianas, da Escola de Samba de Vigário Geral
).

Continuando o ciclo, no dia 13 novembro, o Midrash promove o encontro SAARA – Um exemplo de coexistência entre árabes e judeus. A noite começa com a exibição do curta-metragem “Saara: Oásis de Amizade”. Depois, há a palestra com o comerciante judeu Henrique Nigri e o árabe Demétrio Habib. No dia 22 de novembro, o tema é PRAÇA XI – O Rio Judaico, com a Doutora em Economia Política Fânia Fridman. No dia 25 novembro, o programa termina com o CIRCUITO O RIO JUDAICO, um passeio ao Centro do Rio em busca das heranças judaicas na arquitetura e no estilo de vida da população.

MIDRASH CENTRO CULTURAL
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