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quarta-feira, 17 de agosto de 2011

A tradicional procissão deu início à Festa da Boa Morte, na Bahia

Fonte:Lílian Marques
Do G1 BA

Festa da Boa Morte atrai baianos e turistas para Cachoeira, na Bahia
Procissão da Irmandade marca o início da programação no recôncavo.
Organizada por 23 senhoras, a festa celebra a libertação dos escravos.


Imagem de Nossa Senhora da Boa Morte é levada em procissão pelas principais ruas de Cachoeira
A tradicional procissão deu início à Festa da Boa Morte na noite do sábado (13), na cidade de Cachoeira, no Recôncavo Baiano. Vinte e três mulheres, todas com mais de 40 anos, que fazem parte da Irmandade da Boa Morte, levaram a imagem de Nossa Senhora pelas ruas da cidade até a Capela da santa. Cachoeirenses e turistas de todas as partes do mundo acompanharam o cortejo e os cânticos das irmãs.
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Tradicional Festa da Boa Morte agita o Recôncavo Baiano até quarta-feira
Quem organiza a festa de 2011 é a provedora da irmandade Ágda de Oliveira. Um cajado sagrado carregado por ela permite que a provedora seja identificada. "Apenas irmãs que já ocuparam a mesma função podem tocar no objeto", avisa a procuradora geral da Irmandade, Maria Lameu. Ágda explica que a eleição para a organização da festa é feita entre as 23 mulheres que fazem parte da instituição.



“Nós escolhemos entre nós quem será a provedora, a procuradora geral, a tesoureira e a escrivã”, relata dona Ágda, que há 16 anos participa da Irmandade fundada em 1820 pela Tia Ciata, com o objetivo de comemorar a alforria de escravos e desejar que aqueles que morreram com sofrimento tivessem uma boa morte.
“Nós comprávamos alforria... a comemoração é sempre pela libertação dos escravos, que sofriam muito. Queremos muita paz para todos. Estou muito feliz em organizar a festa, vai ser ótima!”, completa.

A juíza perpétua da Irmandade, espécie de chefe da organização, é dona Estelita de Souza. Com 104 anos de idade, ela não abre mão de participar da festa. Dona Estelita precisa de um andador para se locomover e fica atenta a todos os movimentos na sede minutos antes da festa começar. Pela tradição da casa, o cargo de juíza perpétua é ocupado pela irmã de maior idade e maior tempo na instituição. É dona Estelita que exerce poder supremo na Irmandade.


Cantor e compositor Jota Veloso acompanhou
procissão deste sábado em Cachoeira

Com todas as integrantes vestidas de branco e com velas acessas nas mãos, a Irmandade da Boa Morte começa a procissão por volta das 19h. Um pequeno grupo de quatro pessoas carrega a imagem da santa pelas ruas da cidade.

Os cânticos em homenagem a Nossa Senhora da Boa Morte tomam conta de Cachoeira. A primeira parada é na Capela de Nossa Senhora d’Ajuda. A irmandade leva a santa ao altar, faz orações e sai novamente em procissão.

Em frente da Casa da Estrela, uma nova pausa. O local foi residência da juíza dona Zuleika Machado, à frente da Irmandade até 1985. A parada em frente a casa onde dona Zuleika morava é uma demonstração de respeito pela importância que ela teve para a instituição.

Em seguida, o grupo vai para a Capela de Nossa Senhora da Boa Morte, onde a imagem da santa é colocada no altar. Um padre conduz a missa pelas almas das irmãs falecidas. Com o templo religioso lotado, fiéis acompanham a cerimônia.

O cantor e compositor Jota Veloso, sobrinho de Caetano Veloso, acompanhou a procissão. Para ele, que nasceu em Santo Amaro, também no Recôncavo Baiano, a festa é tradição. “Sempre que posso, eu venho. É uma das festas mais lindas da Bahia, que mostra a força, perseverança e fé dessas mulheres. É um presente para a Bahia”, diz.



A médica carioca Silvia Disitzer foi à festa pela primeira vez este ano. “Fiquei sabendo [da festa] porque meu marido já veio várias vezes, ele é de Salvador. Estou achando a procissão linda, é maravilhosa e emocionante. Vemos que elas [as mulheres da irmandade] são poucas, são velhinhas, não sei como isso continua. Elas tiveram uma importância enorme. Essa tradição tem que ser mantida”, opina a turista do Rio de Janeiro.
O marido da médica, Niguel Arcanjo, que é presidente do bloco afro Malê de Balê, em Salvador, conta que já foi à festa várias vezes. "Uma vez trouxe uns 300 alunos para conhecer a festa, em 1980. Eu venho sempre, trouxe ela para conhecer", conta.

O irlandês Eanonn Dunehy, que também é médico, está pela segunda vez em Cachoeira para acompanhar a festa, que dura três dias. Ele mora em Salvador há cinco anos e conheceu a festa através do chef de cozinha Benedito de Jesus e do turismólogo Antônio Jorge, amigos que o irlandês fez na capital baiana.


O irlandês Eanonn Dunehy foi à festa pela segunda
vez na companhia de amigos baianos

“Acho muito linda, muito interessante. A primeira vez que estive aqui foi há três anos, é uma cultura viva”, diz o médico, que hoje faz pesquisas sobre a cultura afro no Brasil.

Após a cerimônia na Capela da Nossa Senhora da Boa Morte, a festa continua na sede da Irmandade. As 23 mulheres fazem uma ceia que, pela tradição, não pode ter comidas com azeite, nem pimenta. Pão, saladas, assado de peru e frango são alguns dos pratos oferecidos na ceia, que é reservada às irmãs e seus convidados. Elas passam a noite do dia 13 de agosto em vigília.

No domingo (14), as homenagens a Nossa Senhora da Boa Morte começam às 19h, com a Missa de Corpo Presente de Nossa Senhora, na Capela da Irmandade. Às 21h, o grupo de mulheres segue em procissão do enterro da santa pelas principais ruas de Cachoeira.

No dia 15 de agosto (segunda-feira), a Irmandade tem uma programação intensa. Às 5h, há uma alvorada de fogos. O governador da Bahia, Jaques Wagner, e outras autoridades políticas locais, participam, às 9h, de uma sessão solene da festa.
Em seguida, às 10h, haverá a missa de assunção a Nossa Senhora da Boa Morte. Logo depois, a Irmandade fará uma procissão festiva em homenagem a Nossa Senhora da Glória e a posse da Comissão organizadora da festa. Ao meio-dia, a dança toma conta das comemorações da Irmandade, com valsa e samba- de-roda na sede da instituição. A programação segue com um almoço das irmãs, convidados e comunidade. O dia será encerrado com dança. A partir das 16h, as irmãs fazem um samba-de-roda em comemoração a assunção de Maria, no Largo d’Ajuda.

Na terça-feira (16), às 20h, será oferecido um cozido à comunidade, no Largo d’Ajuda. O encerramento da festa será às 20h da quarta-feira (17). Um caruru, comida típica da Bahia, será servido para a comunidade.
História

De acordo com dados do Instituto do Patrimônio Histórico e Cultural da Bahia (Ipac), até a década de 1970, a Irmandade da Boa Morte não tinha sede própria e guardava os pertences na casa da juíza perpétua Zuleika Machado.

A festa anual era realizada em casas alugadas. Em 1990, a instituição recebeu três sobrados como doação. Um deles abriga a sede da Irmandade hoje, no Largo D’Ajuda, em Cachoeira.
Em 2010, o governo da Bahia reconheceu a festa da Boa Morte como Patrimônio Imaterial da Bahia. A tradição da festa começou em 1820. A irmandade é composta por mulheres descendentes de escravos africanos e teve início em Salvador, atrás da Igreja da Barroquinha. Era ali que elas praticavam seus rituais. Após serem expulsas da localidade, elas seguiram para o Recôncavo Baiano e, assim, se instalaram em Cachoeira.
Hierarquia
Para integrar a irmandade, as mulheres precisam ter mais de 40 anos e serem ligadas a uma casa de candomblé, que pode ser da linha Ketu, Gêge ou Nagô. Ao serem aceitas, as irmãs passam por um ‘estágio’ de quatro anos.
Dentro dos seus 23 membros, a Irmandade da Boa Morte possui no topo da administração e hierarquia a Juíza Perpétua. A seguir situam-se os cargos de Procuradora-Geral, Provedora, Tesoureira e Escrivã, estando a Procuradora à frente das atividades executivas religiosas e profanas.

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Deslife da LIESV - Liga Independente das Escolas de Samba Virtuais

A LIESV é a Liga Independente das Escolas de Samba Virtuais. Ela foi criada por um grupo de aficcionados em samba e carnaval, em 2002, e realiza seus desfiles desde 2003.
A Liga é formada por Escolas de Samba Virtuais. As Escolas de Samba da LIESV são divididas em 02 (dois) grupos: Especial e o de Acesso. As escolas são baseadas em 03 (três) figuras principais: o presidente, que é quem toma as decisões sobre o carnaval da escola; o intérprete e o carnavalesco. Pode ter outras figuras, como diretor de carnaval, assessor de imprensa, e etc, mas não são indispensáveis. Os compositores não são ligados a nenhuma escola - eles podem compor sambas para todas as escolas, se quiserem.

O trabalho da escola inicia-se com a definição do enredo. A escola deverá elaborar uma sinopse que tenha os pontos abordados no enredo para orientar os compositores. Nenhum integrante da escola, com exceção do intérprete, pode fazer samba para a agremiação. É obrigatório ter o concurso para a escolha do samba.

O carnavalesco elaborará a parte visual do desfile: fantasias e alegorias. Pode fazer através de desenho, na mão, com lápis de cor, canetinha ou qualquer outro tipo de material. Também pode fazer, se quiser, maquetes.

Qualquer pessoa pode ser compositora de sambas-enredo. Basta entregar à escola a letra do samba e o áudio. O áudio não precisa de instrumentos musicais – basta você soltar a voz no microfone e gravar um arquivo de som para entregar à escola.

A escola selecionará seu samba enredo, que será gravado pelo intérprete. Terá de fazer 02 (dois) áudios – um, para o CD; outro, para o desfile. A gravação poderá ser feita em estúdio profissional ou pelo próprio computador. Também não é necessária a presença de instrumentos musicais.

A LIESV entrega às escolas o organograma, que será preenchido com todas as informações que os jurados precisam para o julgamento. Toda a organização do desfile é com a LIESV – é a LIESV que monta as páginas dos desfiles e os exibe, que escolhe os jurados, que monta o CD de Sambas Enredo.

No final, é realizado o desfile e o trabalho é exibido para inúmeras pessoas, inclusive profissionais do carnaval real. Ocorre a apuração e a melhor escola é declarada campeã.

A Escola Virtual da Amazônia desfilará no Grupo de Acesso, nesse sábado dia 13 de agosto. O desfile será exibido na página da LIESV (http://liesv.com.br/) a partir das 20 horas. Como disse, a Escola Virtual da Amazônia será a oitava escola a desfilar. No site na LIESV tem mas informações sobre o carnaval virtual.

Desfile da escola de samba virtual na qual Rafael Gonçalves é carnavalesco.
Contando uma história de força, de raça e de fé, a EVA pretende valorizar as origens do samba. "Pequena África" é uma homenagem às nossas raízes, ao nosso trabalho, à nossa religiosidade, à nossa musicalidade e ao nosso espírito carnavalesco.
A Escola Virtual da Amazônia será a oitava agremiação a desfilar no dia 13 de agosto.
A partir das 20h no site: www.liesv.com.br, você pode conferir os desfiles das escolas:

Tigres de Niterói
Flor de Lótus
Ponte Aérea
Barra Funda
Gaviões Imperiais
União do Samba Brasileiro
Pavão de Osasco
Escola Virtual da Amazônia
Rosa Negra
Mocidade Leopoldense

No meu blog (http://blogdorafaelgoncalves.blogspot.com/search/label/EVA) tem o samba e a sinopse do enredo, além de outras informações.


segunda-feira, 1 de agosto de 2011

V MOSTRA CULTURAL - ILE ASÈ ÒGÚN ÀLÁKÒRÓ

Não perca a V Mostra Cultural
Segue a Programação!

09:00 hs - Cerimônia de Abertura

10:00 hs – Palestra - Ensino e pesquisa sobre o continente africano
Profª. Dr.ª. Edna Maria dos Santos - Doutora em Educação, professora adjunta da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), Coordenadora Adjunta do Programa de pós-graduação em História da UERJ e Coordenadora Geral do Laboratório de Pesquisa e Práticas de Ensino do Instituto de filosofia e Ciências Humanas da Universidade. É membro do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais e Consultora da FAPERJ;

10:40 hs – Desfile – A moda que vem da África - Mostrando a influencia das roupas africanas na moda atual.

11:00 hs - Palestra – A Importância da Cultura Afro na Educação
APPH-Clio – A Associação de Professores e Pesquisadores de História foi fundada em 15 de julho de 1999 com o objetivo de incentivar a formação acadêmica na área das Ciências Humanas entre os moradores da Baixada Fluminense, fomentar e difundir ações no campo da cultura, alem de promover eventos voltados para a implementação de políticas públicas no campo da Educação e Cultura.

11:50 hs – Dança - Apresentação das crianças do 5º Ano da Escola Munic. Profª Maria da Paz de Santana dos Santos.
12:30 hs – Intervalo – Visita às barracas - Exposição e venda de artigos confeccionados no Ile Ase Ogun Alakoro.

14:00 hs - Palestra – A Escola de Samba – Um Terreiro na Avenida.
Profª. Dr.ª. Helena Theodoro - Mestre em Educação (UFRJ). Doutora em Filosofia pela Universidade Gama Filho, pós-graduada em Tecnologia Educacional pela Fundação Konrad Adenauer – Alemanha. Bacharel em Ciências Jurídicas e Sociais pela Faculdade de Direito da UFRJ. Coordenadora do NEAB/Desup//FAETEC. Coordenadora da Pós-graduação de Figurino e Carnaval da UVA, Professora da Disciplina Universo do Carnaval na Pós de Figurino e Carnaval – UVA, e da Disciplina Metodologia da Pesquisa da Pós-graduação em Criação e Design de Carnaval da UVA. Vice-Presidente do Conselho Estadual dos Direitos do Negro do RJ (CEDINE) da Secretaria Estadual de Assistência Social e Direitos Humanos, Vice-Presidente do Fundo ELAS

14:50 hs - Dança – Raízes Que Dançam - Grupo de dança do Ase Ogun Alakoro.

15:10 hs – Palestra - A Influencia do Orisa no Corpo Humano
Paulo José D’Ogun - Babalorisa do Ase Ogun Alakoro, Paulo José dos Reis, nascido no Estado do Rio de Janeiro, iniciado na Raiz do Ase Opó Afonjá, filho de Oba Tayo e Ogun Tosi, neto de Osun Miwa, bisneto de Oba Biyi, Tajuoba no Ile Opo Ogodo. Professor, Terapeuta especializado em cromoterapia. Tem como objetivo principal explicitar e resgatar as verdadeiras Raízes do Culto Afro..

16:10 hs – Workshop de Rítimos Africanos .
Bruno Onilú – Percussionista e pesquisador de ritmos afros, professor de percussão no Grupo Cultural Afroreggae e projeto Criança Esperança, usando como base as técnicas tradicionais dos países da África.

17:30 hs – Atração musical – Banda Kizuwanda.

19:00 hs – Encerramento.