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segunda-feira, 30 de agosto de 2010

IV Seminário Mídias & Educação do Colégio Pedro II: DIVULGAÇÃO


O Seminário Mídias & Educação do Colégio Pedro II é promovido anualmente pelo Departamento de Ciência da Computação e tem como objetivo promover o intercâmbio institucional acerca das diferentes formas de apropriação das tecnologias de informação e comunicação (TIC) na Educação.

Em sua quarta edição, o Seminário terá como tema principal “Articulando os recursos das tecnologias digitais com os saberes escolares ”. Esse tema permite a discussão sobre o processo de inserção e utilização das TIC nas práticas sociais do cotidiano e sua incorporação e apropriação pela escola.

Período de Inscrição: 1 de setembro a 15 de outubro.

Local: Colégio Pedro II – Unidade Escolar Centro Av. Marechal Floriano, 80 – Centro – Rio de Janeiro.

Mais informações sobre o seminário podem ser obtidas em: http://www.cp2.g12.br/seminario/index.html


Seminário Gramsci e Movimentos Sociais na UFF

De 13 a 16 de setembro de 2010, acontecerá na UFF

Seminário Internacional Gramsci e os Movimentos Populares


Apresentação
Seminários e eventos para abordar os mais diversos temas e questões do pensamento de Gramsci têm sido numerosos no mundo e no próprio Brasil. Mas, são praticamente inexistentes os estudos dedicados a focalizar o diálogo fecundo que vem ocorrendo entre as perspectivas abertas por A. Gramsci e os movimentos populares. Na variedade das suas formas e manifestações, os movimentos populares latino-americanos apresentam profundas sintonias com a visão de mundo delineada por Gramsci. Desde final dos anos 60, quando os escritos de Gramsci começaram a ser divulgados no Brasil e na América Latina, observa-se uma crescente referência às suas idéias e categorias. O seminário que queremos realizar, portanto, se propõe a analisar e debater como, ao longo dos últimos 40 anos, as ferramentas teóricas de Gramsci foram assimiladas pelos movimentos populares. Mas, também, como estes conseguiram re-processar as idéias do pensador sardo amalgamando-as com uma inovadora práxis latino-americana, de modo a elaborar uma visão própria de sociedade e delinear um projeto alternativo de mundo.
A estrutura, os componentes e a dinâmica do seminário foram pensados de modo a investigar, de um lado, a relação entre o pensamento de Gramsci e os movimentos populares no recente contexto h istórico brasileiro e latino-americano, e, por outro lado, a focalizar as atenções sobre algumas questões que atualmente vêm sendo particularmente debatidas, como o processo de democratização no Brasil e na América Latina, a construção de um “Estado-ético” popular, a busca de um novo significado de hegemonia, a concepção de uma educação e de uma “escola unitária” alternativa.
Além de articular os aspectos históricos, filosóficos e pedagógicos e destacar a singularidade dos movimentos populares brasileiros e latino-americanos, o seminário pretende debater também contradições e debilidades, levantar questões críticas e apontar desdobramentos, de modo a contribuir para renovar práticas político-pedagógicas vigentes e aprofundar o desenvolvimento dos estudos e da pesquisa.

Neste sentido, é de se considerar que a realização desse seminário é uma iniciativa originada no Núcleo de Estudos e Pesquisas em Filosofia Política e Educação (Nufipe), vinculado ao Programa de Pós-Graduação da Faculdade de Educação da Universidade Federal Fluminense e parceiro de movimentos populares. Desde sua criação, em 2002, de fato, Gramsci e os movimentos populares têm sido “a mente e o coração” do nosso Núcleo, a partir dos quais temos organizado diversas atividades de extensão, cursos, pesquisas, orientação de monografia, de dissertação, de teses e diversas publicações, como pode ser observado pelos registros no Diretório de Grupos de Pesquisa certificado pelo Conselho Nacional de Pesquisas, CNPq. Em Gramsci, e autores sintonizados com o seu pensamento, o Nufipe encontra seus referencias teóricos fundamentais. E, nos movimentos populares, os interlocutores principais que lhe inspiram a pesquisa e a práxis político-pedagógica. Além de regional e nacional, o seminário tem um alcance internacional, não apenas pelas diversas relações e parcerias que o Nufipe vem estabelecendo dentro e fora do Brasil, mas porque “Gramsci e os Movimentos Populares” só podem ser compreendidos plenamente nesse grande circuito. Esperamos, com isso, aprofundar os vínculos entre o mundo acadêmico e a dinâmica dos movimentos populares, entre o pensamento de Gramsci e a práxis político-pedagógica latino-americana.

Prof. Dr. Giovanni Semeraro
Programação

Auditório Florestan Fernandes - Campus do Gragoatá, bloco D

Dia 13/9

■18h - Solenidade de abertura
■18h30 - Conferência de abertura: Prof. Dr. Atilio Boron (Argentina) e Prof. Dr. Carlos Nelson Coutinho (UFRJ). Coordenador: Prof. Dr. Giovanni Semeraro (Nufipe/UFF)

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Dia 14/9

■8h às 10h - Comunicações orais (apresentação de trabalhos inscritos)
■10h30 às 12h30 - Mesa-redonda: Prof. Dr. Marcos Del Royo (Unesp), Profª Drª Rosemar y Dore (UFMG), Prof. Dr. Luiz Augusto Passos (GPMSE/UFMT). Coordenador: Prof. Sérgio Turcatto (Nufipe/UFF)
■15h às 17h - Comunicações orais (apresentação dos trabalhos inscritos)
■18h às 20h30 - Mesa-redonda: Prof. Dr. Fabio Frosini (Itália), Prof. Dr. Luis Tapia (Bolívia), Prof. Dr. Carlos Walter Porto-Gonçalves (UFF). Coordenador: Vitor Fraga (Nufipe/UFF)
■20h30 - Atividade cultural

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Dia 15/9

■8h às 10h - Comunicações orais (apresentação de trabalhos inscritos)
■10h30 às 12h30 - Mesa-redonda: Prof. Dr. Marcos Marques (Nufipe/UFF), Profª Drª Artemis Torres (GPMSE/UFMT), Profª Drª Roberta Lobo (UFRRJ), Profª Drª Valéria Correia (UFAL). Coordenador: Rodrigo Lima (Nufipe/UFF)
■15h às 17h - Comunicações orais (apresentação dos trabalhos inscritos)
■18h às 20h30 - Mesa-redonda: Prof. Dr. Joseph Buttigi eg (EUA), Prof. Dr. Alvaro Bianchi (Unicamp), Prof. Dr. Luiz Alberto Gómez de Sousa (UCAM). Coordenador: Néliton Azevedo (Nufipe/UFF)
■20h30 - Atividade cultural

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Dia 16/9

■8h às 10h - Comunicações orais (apresentação de trabalhos inscritos)
■10h30 às 12h30 - Mesa-redonda: Prof. Dr. Antonio Brand (UCDB), Profª Drª Adonia Prado (UFF), Prof. Dr. Percival Tavares (Nufipe/UFF), Profª Drª Lia Tiriba (UFF). Coordenador: Diego Chabalgoity (Nufipe/UFF)
■15h às 17h - Comunicações orais (apresentação dos trabalhos inscritos)
■18h às 20h30 - Conferência de encerramento: Prof. Dr. Guido Liguori (Itália), Prof. Dr. Alvaro Oviedo (Colombia), Prof. Dr. Giovanni Semeraro (Nufipe/UFF). Coordenador: Prof. Drª Martha D.Ângelo (Nufipe/UFF)
■18h às 20h30 - Atividade Cultural

sábado, 28 de agosto de 2010

NO DIA 21 DE AGOSTO FOI REALIZADO IV MOSTRA CULTURAL NO ILÉ ASÉ OGÚN ÀLÁKÓRÓ


No dia 21 de Agosto de 2010, foi realizada IV Mostra Cultural no Ilé Asé Ogún Àlákóró, teve como abertura da Cerimônia,

representantes da sociedade civil e do governo.

A atual Presidente da ORTC- Organização Cultural Remanescentes de Tia Ciata, Gracy Mary (bisneta de Tia Ciata) e a Vice Presidente Nanci Moreira, foi uma das integrantes da mesa cujo o tema “Heranças Africanas em Solo Brasileiro”. Fizeram homenagem a mãe Meninazinha da Oxum pelos 100 anos do seu axé e 50 anos de iniciação. A presidente da ORTC recebeu também o Troféu Òpó Afonjá, pelo trabalho de resgate e desenvolvimento socio-cultural, após a apresentação o grupo musical BatuKe de Ciata; seus integrantes, Zebeto lopa, Dão Frazão , Gaucho Violão e Cidinho do surdo.



Gracy Mary, Elaine da Oxum, Nanci Moreira e Mãe Fatima.

HOMENAGEM A IYALORIXÁ MARIA DO NASCIMENTO, MÃE MENINAZINHA D`OXUM

terça-feira, 17 de agosto de 2010

3º CAMINHADA EM DEFESA DA LIBERDADE RELIGIOSA

I V MOSTRA CULTURAL DO ILÉ ASÉ ÒGÚN ÀLÁKÒRÓ




Heranças africanas...
Durante quase quatro séculos, os negros africanos foram caçados e trazidos ao Brasil para trabalhar como escravos. Separados para sempre de suas famílias, de seu povo, do seu solo, os africanos foram aos poucos se adaptando a uma nova língua, novos costumes, novo país. Foram se misturando com os brancos europeus colonizadores e com os índios da terra.Tal como aconteceu em outros países da América, a contribuição dos africanos na formação do Brasil foi essencial tanto na composição física da população quanto na formação de sua cultura, que inclui elementos como língua, culinária,religião, música, estética e valores sociais. Sua religião se espalhou rapidamente por todo o país, a música de inspiração negra fez-se consumo nacional, a comida votiva dos terreiros foi para todas a mesas, e assim por diante, ratificando de forma irrefutável a forte presença das influências africanas na cultura brasileira. O Asé Ògún Alàkòró convida você para um passeio por esse universo cultural,sugerindo uma ótima oportunidade para troca de conhecimento e enriquecimento de idéias. Vale lembrar que, para que um povo tenha orgulho de si, é preciso conhecer a sua história, sua origem,saber sobre o seu passado e, acima de tudo, conhecer e respeitar a sua cultura, porque é através dela que esse povo se reconhece e se estabelece.

Promamação

10:00 hs - Cerimônia de Abertura
11:00 hs - Palestra: A herança religiosa
Palestrante: Mãe Meninazinha d’Òsun
Yalorisa do Ile Omolu Òsun

11:40 hs - Palestra: “A história contada nas escolas”
Palestrante: Prof. Carlos Alberto Medeiros
Coordenador de Políticas de Promoção
da Igualdade Racial - CEPIR
12:30 hs - Almoço

14:00 hs - Palestra: Heranças culturais
Palestrante: Profª Tânia Amaro
Diretora do Instituto Histórico de
Duque de Caxias

14:50 hs - Liga Municipal de Capoeira de
Duque de Caxias

15:30 hs – Grupo Cultural AfroDance

16:10 hs – Instituição Afro-Cultural Ojuoba Axé

17:00 hs – Grupo Musical BatuKe de Ciata

18:00 hs – Encerramento com o grupo Ginga Pura

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quinta-feira, 12 de agosto de 2010

UNIDOS DE PADRE MIGUEL HOMENAGEIA TIA CIATA.


Em reunião no último final de semana, o presidente Reinaldo Lúcio, “o madrugada”, comunicou a comunidade da Vila Vintén o desligamento do mestre sala Marcelo, mais conhecido como Tchetchelo que desfilou em nossa agremiação no carnaval 2009 e havia retornado recentemente a nossa escola.
A decisão foi em comum acordo e o motivo foi uma proposta de trabalho em Vitória do Espirito Santo.O presidente “Madrugada”, deu a seguinte declaração: – Contávamos com o talento dele para o próximo carnaval, mas como surgiu essa oportunidade em sua vida profissonal, chegamos a essa decisão e as portas da Unidos de Padre Miguel, sempre estrão abertas para ele, sendo que o seu substituto deve ser anunciado nas próximas semanas.
A Unidos de Padre Miguel, será a nona escola a desfila na terça de carnaval na Marques de Sapucaí, com enredo: Hilária Batista de Almeida, do carnavalesco Edward Moraes e o lançamento dos sambas acontece na próxima sexta-feira, dia 13/08/2010 a partir das 22hs em nossa quadra que fica na Rua Mesquita, 8 – Padre Miguel – próximo a Vila Olimpica Mestre André.
Atenciuosamente,
Marcelo Pacífico.
Divulgador
G.R.E.S. Unidos de Padre Miguel.



JUSTIFICATIVA DO ENREDO

"Festa de Iemanjá (1978);
O Quilombo dos Palmares (1984);
Meu Irmão de Cor, Meu Irmão de Fé (1987);
Valongo (1988);
Bahia de Todos os Negros (2000) e
No Reino das Águas de Olokum (2008)".

Negra.

Com um toque de africanidade que sempre fez bem a Unidos de Padre Miguel.
Foi preciso olhar ao longo de seus 54 anos de história e resgatar a sua
identidade.

"Unidos" vestiremos turbantes, torço branco ou rodilha. Pescoço repleto
de argolões e colares de búzios, a minha proteção. No ombro o xale de pano
da costa e sobre o peito erguido uma blusa de cabeção rendado. Sobre o
pulso firme traremos amuletos: balangandãs de prata, braceletes, pulseiras
e cordões. A saia rodada nos veste e nos pés, chinelinhas de couro.

Na alma: as mães de Santo. No coração: as mães do samba.

Viemos contar a mãe de todas: Hilária Batista de Almeida.

Nossa Mãe.

SINOPSE DO ENREDO

Ouçam o som dos Ilús! O Semba celebra a vida.
Ifá, senhor do Destino.
A luz de Òrun gera a vida, sua ancestralidade.
Dos Yorubás valentes, a herança!
Mãe África Ritual... Das Savanas ensolaradas.
O Ventre do mundo.

Bahia, Salvador. Em que seus pais escravos aportaram.
Escrava nasceu, cresceu... Entre costumes afro-portugueses.
Onde desfilam os Ranchos de Reis. Assistiu nas ruas e ladeiras...
Procissões católicas, cheganças, pastoris... Bumba-meu-boi e baianos
cucumbis.
Por Bamboxê Obtikô no Terreiro da Casa Branca...
Fez-se filha de Oxum, Senhora do amor e da beleza.
Na Gira dos Batuqueiros, o Semba se fez Samba.

Bahia, seu berço, seu chão... Sentirás saudades!
Destino te guia rumo ao Rio de Janeiro.
Seria a oferta de emprego na estiva, no cais.
Nos antigos sobrados da Saúde, seu lar.
À beira do cais... Vida simples. Pescadores, populares.
Saudades, Hilário Jovino Ferreira e Mãe Baiana Bebiana.
Fundadores dos primeiros ranchos... O Reis de Ouro.
Que relembram o folclore nordestino de alegorias ao divino.
Nas esquinas: quitandas, nas ruas: vendedores e artistas.
Pioneiro terreiro de magia do irmão de fé João Alabá de Omulu.
Tia Bebiana, Tia Mônica, Tia Amélia, Tia Carmem do Xibuca, Tia Perciliana,
De santo irmãs! Torna-se Yakekêrê, mãe pequena.

Pequena África de magia! Praça Onze... Um novo lar.
Viveria dos quitutes baianos e das comidas típicas.
Diziam que obtinhas o poder da cura... Não se avexem, são as mãos de Oxalá!
Sua fama pela cidade percorria. Até as vestes ela alugaria.
Verdadeiro reduto de sambistas, das rodas de samba.
Do samba de terreiro, do Partido Alto.
Samba criado pelos filhos das mães baianas
Donga, Pixinguinha, Sinhô e João
És uma verdadeira casa de samba, de bambas.

Quem diria que os ranchos... Ganhariam alegorias.
Negros que se vestiam em nobres. Belas damas.
Da Malandragem nascente, filhos das mães baianas...
Que formariam as primeiras escolas de samba.
Dos primeiros pavilhões. Dos estandartes informando os enredos...
Dos adereços. Das burrinhas de vime a bailar.
Das nossas Baianas de Linha protegendo os sambistas.

Esta aí senhora... Nascido em seu lar.
Vejo-o com orgulho. O samba é seu, do Rio!
Das nossas mães baianas do samba.
De nossas cabrochas, da comunidade da Vila Vintém.
A homenagem do meu Boi Vermelho, Unidos de Padre Miguel.
Deixo meu Axé em branco, com sangue vermelho pulsante...
À Hilária Batista de Almeida ou simplesmente Tia Ciata.
Peço a sua proteção, minha mãe!

Tia Rema

(Elizete Cândida da Silva, 73 anos, nascida em dois de março de 1937. Tia
Rema como é conhecida pela comunidade, é uma das figuras mais importantes da Unidos de Padre Miguel. A Mãe que embala uma grande geração de sambistas para a Vila Vintém.)

Edward Moraes e Marcus Ferreira

Carnavalescos


UNIDOS DE PADRE MIGUEL HOMENAGEIA TIA CIATA.

A Unidos de Padre Miguel, será a nona escola a desfila na terça de carnaval na Marques de Sapucaí, com enredo: Hilária Batista de Almeida, do carnavalesco Edward Moraes e o lançamento dos sambas acontece na próxima sexta-feira, dia 13/08/2010 a partir das 22hs em nossa quadra que fica na Rua Mesquita, 8 – Padre Miguel – próximo a Vila Olimpica Mestre André.
Atenciuosamente,
Marcelo Pacífico.
Divulgador
G.R.E.S. Unidos de Padre Miguel.


JUSTIFICATIVA DO ENREDO

"Festa de Iemanjá (1978);
O Quilombo dos Palmares (1984);
Meu Irmão de Cor, Meu Irmão de Fé (1987);
Valongo (1988);
Bahia de Todos os Negros (2000) e
No Reino das Águas de Olokum (2008)".

Negra.

Com um toque de africanidade que sempre fez bem a Unidos de Padre Miguel.
Foi preciso olhar ao longo de seus 54 anos de história e resgatar a sua
identidade.

"Unidos" vestiremos turbantes, torço branco ou rodilha. Pescoço repleto
de argolões e colares de búzios, a minha proteção. No ombro o xale de pano
da costa e sobre o peito erguido uma blusa de cabeção rendado. Sobre o
pulso firme traremos amuletos: balangandãs de prata, braceletes, pulseiras
e cordões. A saia rodada nos veste e nos pés, chinelinhas de couro.

Na alma: as mães de Santo. No coração: as mães do samba.

Viemos contar a mãe de todas: Hilária Batista de Almeida.

Nossa Mãe.

SINOPSE DO ENREDO

Ouçam o som dos Ilús! O Semba celebra a vida.
Ifá, senhor do Destino.
A luz de Òrun gera a vida, sua ancestralidade.
Dos Yorubás valentes, a herança!
Mãe África Ritual... Das Savanas ensolaradas.
O Ventre do mundo.

Bahia, Salvador. Em que seus pais escravos aportaram.
Escrava nasceu, cresceu... Entre costumes afro-portugueses.
Onde desfilam os Ranchos de Reis. Assistiu nas ruas e ladeiras...
Procissões católicas, cheganças, pastoris... Bumba-meu-boi e baianos
cucumbis.
Por Bamboxê Obtikô no Terreiro da Casa Branca...
Fez-se filha de Oxum, Senhora do amor e da beleza.
Na Gira dos Batuqueiros, o Semba se fez Samba.

Bahia, seu berço, seu chão... Sentirás saudades!
Destino te guia rumo ao Rio de Janeiro.
Seria a oferta de emprego na estiva, no cais.
Nos antigos sobrados da Saúde, seu lar.
À beira do cais... Vida simples. Pescadores, populares.
Saudades, Hilário Jovino Ferreira e Mãe Baiana Bebiana.
Fundadores dos primeiros ranchos... O Reis de Ouro.
Que relembram o folclore nordestino de alegorias ao divino.
Nas esquinas: quitandas, nas ruas: vendedores e artistas.
Pioneiro terreiro de magia do irmão de fé João Alabá de Omulu.
Tia Bebiana, Tia Mônica, Tia Amélia, Tia Carmem do Xibuca, Tia Perciliana,
De santo irmãs! Torna-se Yakekêrê, mãe pequena.

Pequena África de magia! Praça Onze... Um novo lar.
Viveria dos quitutes baianos e das comidas típicas.
Diziam que obtinhas o poder da cura... Não se avexem, são as mãos de Oxalá!
Sua fama pela cidade percorria. Até as vestes ela alugaria.
Verdadeiro reduto de sambistas, das rodas de samba.
Do samba de terreiro, do Partido Alto.
Samba criado pelos filhos das mães baianas
Donga, Pixinguinha, Sinhô e João
És uma verdadeira casa de samba, de bambas.

Quem diria que os ranchos... Ganhariam alegorias.
Negros que se vestiam em nobres. Belas damas.
Da Malandragem nascente, filhos das mães baianas...
Que formariam as primeiras escolas de samba.
Dos primeiros pavilhões. Dos estandartes informando os enredos...
Dos adereços. Das burrinhas de vime a bailar.
Das nossas Baianas de Linha protegendo os sambistas.

Esta aí senhora... Nascido em seu lar.
Vejo-o com orgulho. O samba é seu, do Rio!
Das nossas mães baianas do samba.
De nossas cabrochas, da comunidade da Vila Vintém.
A homenagem do meu Boi Vermelho, Unidos de Padre Miguel.
Deixo meu Axé em branco, com sangue vermelho pulsante...
À Hilária Batista de Almeida ou simplesmente Tia Ciata.
Peço a sua proteção, minha mãe!


Edward Moraes e Marcus Ferreira

Carnavalescos