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terça-feira, 22 de junho de 2010

III Troféu Tia Ciata



O Movimento Negro do Rio de Janeiro
HOMENAGEIA AS MULHERES
PELO
"Dia da Mulher
Afro-Latino-Americana e Caribenha"
Entrega do III TROFÉU TIA CIATA às Mulheres que se destacaram durante o ANO DE 2009.
Show da Cantora ROSANA SABENÇA e
GRUPO CADÊNCIA DO SAMBA
DIA 24.07.2010, das 14 às 19 h
Av.Gomes Freire, 533
ENTRADA FRANCA
CONTATO:
RENATO RADICAL
Tels.: 2416-5107 ou 8377-3411
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O Dia da Mulher Afro-Latino-Americana e Caribenha foi criado em 25 de julho de 1992, durante o I Encontro de Mulheres Afro-Latino-Americanas e Afro-caribenhas, em Santo Domingos, República Dominicana. Estipulou-se que este dia seria o marco internacional da luta e da resistência da mulher negra. Desde então, sociedade civil e governo têm atuado para consolidar e dar visibilidade a esta data, tendo em conta a condição de opressão de gênero e racial/étnica em que vivem estas mulheres, explícita em muitas situações cotidianas.

O objetivo da comemoração de 25 de julho é ampliar e fortalecer às organizações de mulheres negras do estado, construir estratégias para a inserção de temáticas voltadas para o enfrentamento ao racismo, sexismo, discriminação, preconceito e demais desigualdades raciais e sociais. É um dia para ampliar parcerias, dar visibilidade à luta, às ações, promoção, valorização e debate sobre a identidade da mulher negra brasileira.

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SUA PRESENÇA É FUNDAMENTAL

CONTAMOS COM A SUA VALIOSA DIVULGAÇÃO ENTRE SEUS CONTATOS

sábado, 19 de junho de 2010

BUCY MOREIRA



Livreto Produzido pelo CPC-Coletivo de Produção Cultural Aracy de Almeida lançado em homenagem ao centenário do sambista em 08/08/2009, com seguimento, exposições e shows itinerantes até 2011.




Sambista na concepção mais ampla da palavra, Bucy Moreira desde pequeno mostrava vocação para ritmo e composições, aprendeu o muito que sabia da matéria com os melhores professores, e dentro de casa. Que professora melhor que a própria avó? E quem poderia melhor ensinar samba que a reconhecida introdutora e codificadora do ritmo no Rio de Janeiro, a lendária Tia Ciata, com quem ele morou até a morte dela em 1924. Nascido carioca, no primeiro dia de agosto de 1909, teve como padrinho outra figura da maior importância na música popular brasileira, o pernambucano criado na Bahia, Hilário Jovino. Freqüentador da famosa casa de Tia Ciata, na rua Visconde de Itaúna, Hilário foi o responsável pela criação de ranchos que ficaram célebres no carnaval carioca.Filho de pai considerado rico, Bucy freqüentava muito a Lapa e o samba no morro de São Carlos. Somando o que aprendia com a família e com os sambistas, tornou-se compositor e ritimista de fazer história. Quando precisou trabalhar, na falta do pai, foi descoberto por Francisco Alves o qual gravou sua primeira composição, usou seu talento nas gravadoras, onde atuava como músico e corista, e encaixava suas composições. Junto com Brancura, Ismael Silva, Baico, e Mano Edgar ; Fundaram a primeira escola de samba a “Deixa Falar” hoje Estácio de Sá e Fundador da SBACEM (Sociedade Brasileira de Autores, Compositores de Músicas), Fundador CCB (Clube do Compositor Brasileiro) e Fundador da cooperativa dos músicos para a construção do condomínio Cidade do Som , conhecido como Conjunto dos Músicos .

Sua forma de tocar instrumentos de ritmo, que fez escola, e a maneira de dançar o samba "Miudinho", de forma magistral, tornaram-se sua marca registrada. Chegou a trabalhar como ator, participando do filme Jangada, que o ator e diretor norte-americano Orson Welles não chegou a terminar, no Brasil. Viajou para vários países, e teve suas composições gravadas em outros idiomas,francês, espanhol, inglês. Bucy recebeu da Riotur Placa de Ouro por suas composições. Foi finalista com Osvaldo Martins e Milton Maia,com a composição “Senzala” do Carnaval 77, Convocação Geral, promoção do sistema Globo (radio,televisão e jornal) com o apoio do Museu da Imagem do Som e Riotur. Gravou uma marchinha chamada “Tenório é bom” de sua autoria com Wilson Santos, foi um sucesso, sendo entregue o disco em mãos a Tenório Cavalcante(parlamentar na época). Participou em muitos filmes nacionais, rádio e tv com ritmista. Como compositor, seus maiores sucessos foram os sambas Não Põe a Mão, em parceria com Mutt e Arno Canegal; Quem Pode Pode, com Haroldo Torres; Porque é que você chora?,com Ary Cordovil; Não Precisa Pagar, com Miguel Bausa e Francisco Fernandes;. Miudinho, com Monarco e Raul Marques; e músicas gravadas por grandes interpretes como Araci de Almeida ,Carmen Miranda ,Francisco Alves,Carmen costa, Bezerra da Silva, Elza Soares , Paulinho da Viola ,Jorge Aragão, Fundo de Quintal e outros . Trabalhou muito em defesa do samba, para deixar de ser marginalizado. Concedeu entrevista ao programa MPB Especial, da TV Cultura de São Paulo, em 1973, aos 64 anos. Seu ultimo show foi na Sala Funarte em 1982. Foi integrante também em 2000, na coletânea do SESC de são Paulo “A Música Brasileira deste Século por seus Autores e Intérpretes”. Faleceu quase octogenário, transmitindo para as novas gerações os ensinamentos que aprendera no início do século. Hoje nos rendemos homenagem não somente um grande músico e compositor, e sim também, a um grande divulgador e difusor do samba no Brasil e no mundo.

Bibliografias:

Arley Pereira MPB Especial

Dicionário Cravo Albin de Música Popular Brasileira

Luís Fernando Vieira,Luís Pimentel & Suetônio Valença “Um escurinho direitinho-A vida e Obra de Geraldo Pereira”,

Ruy Castro ,

Álbuns e Recortes do Brasil,

MPB Cifrantiga,

Roberto M. Moura “Tia Ciata e a pequena África no Rio de Janeiro”,

Sérgio Cabral “As Escolas de Samba O quê, Quem como, Quando e Porque”,

Jota Efege “Figuras e coisas do Carnaval Carioca”.


FUNDAÇÃO : LUCIO SANFILIPPO PRESTA HOMENAGEM A BUCY MOREIRA NO PALÁCIO DE CRISTAL
em 13/05/2010 15:04:25

Petrópolis, 13 de Maio de 2010 - No próximo dia 22, às 18h, o Coletivo de Produção Cultural Aracy de Almeida apresentará - com entrada gratuita! -, no Palácio de Cristal, em Petrópolis, o show "Deixa Falar Bucy Moreira, o neto de Tia Ciata".

O concerto, mais uma atração do Projeto Som & Cristal, realizado pela Fundação de Cultura e Turismo de Petrópolis, será uma homenagem ao compositor de sucessos como "Miudinho" (gravado por Paulinho da Viola) e "Você não tem pena de mim" (canção conhecida na voz de Carmem Miranda). Essas e muitas outras obras-primas serão interpretadas por Lucio Sanfilippo, artista famoso na noite da Lapa, que será acompanhado pelo violão de Mauricio Massunga.

E o título do espetáculo, vale lembrar, não é à toa. Afinal, Bucy Moreira é também um dos fundadores da escola de samba Deixa Falar, hoje chamada Estácio de Sá, uma das mais tradicionais agremiações do carnaval carioca.

O Palácio de Cristal fica na Rua Alfredo Pachá, s/nº, no Centro de Petrópolis. Mais informações pelo tel. (24) 2247-3721. Censura livre.

*** Nas imagens, apresentação do cantor Lucio Sanfilippo no Espaço Cultural Aracy de Almeida; ele junto ao coordenador do CPC Aracy de Almeida, Flávio Aniceto, e a viúva de Bucy Moreira; e na outra, ao lado da viúva, D. Nanci Moreira. Créditos de Diego Mendes.

Saudações,

Ass. de Imprensa do Coletivo de Produção Cultural Aracy de Almeida
Cássia Valadão (21. 8276-4971/7865-5767) e Diego Mendes (21. 8223-0968/7894-4345)




SORAYA RAVENLE, MARCOS SACRAMENTO E LUÍS FILIPE DE LIMA

No show “Breque moderno”

Dias 30 e 31/07/2010 – Sexta e Sábado às 20h



Num espetáculo de alta voltagem cênica, com direito a esquetes-relâmpago e muita interação com a plateia, a trupe do Breque Moderno invade o palco do Teatro Rival Petrobras, sob a direção de Inez Viana, com iluminação de Paulo Cesar Medeiros e figurinos de Marcelo Marques.

Breque moderno (Rob Digital, 2010) é um disco de sambas humorísticos, cheios de verve teatral, defendidos por dois craques no assunto: Soraya Ravenle e Marcos Sacramento. Idealizado e produzido por Luís Filipe de Lima, também responsável pelos arranjos, o disco traz repertório baseado em sambas-de-breque e sambas-choro, muitos deles dialogados, alguns especialmente criados para o teatro de revista, como “Tem que rebolar” (José Batista e Magno de Oliveira), “Quem é?” (Custódio Mesquita e Joracy Camargo) e “Boneca de piche” (Ary Barroso e Luiz Iglésias).

Com arranjos contemporâneos, criados a partir a linguagem dos tradicionais regionais de samba e choro, Breque moderno traz duas canções inéditas (“Disse-me-disse”, de Bucy Moreira, composto ainda nos anos 60, e “Samba no Nepal”, de Jota Canalha) e ainda algumas surpresas, como “O relógio lá de casa”, rara incursão de Lupicínio Rodrigues pelo samba-de-breque, em parceira com Felisberto Martins, ou um inesperado arranjo de “Não quero saber mais dela”, samba maxixado de Sinhô, também composto originalmente para o teatro.

No encarte, dois valiosos brindes: o texto de apresentação escrito por Ruy Castro e a fotonovela de autoria de Juca Filho, com diálogos que misturam versos das canções do repertório e personagens interpretados por Soraya, Marcos e Luís Filipe.

O disco é resultado do show criado por Luís Filipe de Lima para a série “Samba de breque e outras bossas”, em cartaz no CCBB de Brasília em 2006 e no CCBB carioca, em 2007.

O time de experientes músicos que defende Breque moderno é formado por Eduardo Neves (saxofones e flauta), João Calado(cavaquinho), Luís Filipe de Lima (violão de sete cordas), Beto Cazes (percussão) e Paulino Dias (percussão).
Venha Conferir!

Serviço:
Teatro Rival Petrobras
Dias 30 e 31/07 – Sexta e Sábado às 20h
Rua: Álvaro Alvim, 33/37 – Cinelândia



QUARTA-FEIRA, 12 DE AGOSTO DE 2009

Nos segundos e quartos sábados de cada mês acontecia a roda de samba promovida pelo "CANTO DA FOFOCA", organizada por Benjamin Cardoso e Lula Dias, e que a cada evento homenageava uma personalidade do samba e contava também com outras “canjas” maravilhosas. E éramos muito bem recebidos pelos organizadores que de tudo faziam pra nunca faltar uma cervejinha bem gelada!!! Era lá no endereço histórico da Praia do Flamengo,132 às 17h. Foi a melhor roda de samba da zona sul.



BUCY MOREIRA



Neto da mais famosa das tias baianas que habitavam a região da antiga Praça 11 nos primórdios do século passado, a Tia Ciata, Bucy Moreira nasceu ali mesmo no berço do samba, mais precisamente na Rua da Alfândega, em 1 de agosto de 1909, tendo como padrinho o famoso Hilário Jovino, criador dos ranchos carnavalescos. É natural que tenha crescido num ambiente de grande efervescência da cultura negra participando e convivendo com grandes bambas da música e do ritmo, pioneiros do samba e do carnaval carioca. No início da década de 1920 começou a freqüentar os redutos boêmios do Rio de Janeiro, principalmente a Lapa, cultivando ali amizades e participando do meio musical. Conviveu com os lendários Brancura, Chico Crioulo, Madame Satã, Alberto Português, China Chapinha e outros. Tocando tamborim e percussão com muito ritmo, percorria as melhores casas de samba da cidade no Estácio, na Mangueira, no Morro da Favela, São Carlos, etc., locais nos quais era bastante respeitado. Foi um dos fundadores da Escola de Samba “Vê Se Pode”, no Morro de São Carlos, no princípio da década de 1930, onde era diretor de harmonia. Juntamente com Ismael Silva, Brancura, Baiaco, Mano Edgar, Bide, Mano Rubem e Nilton Bastos, participou da fundação da primeira escola de samba, a “Deixa Falar”, mais tarde “Estácio de Sá”. Fundador também da SBACEM e da cooperativa dos músicos para a construção do Conjunto dos Músicos no bairro do Engenho da Rainha.
Além de percussionista era também compositor da melhor qualidade. Vários artistas de renome gravaram suas músicas, entre os quais podemos citar: Francisco Alves, Mário Reis, Benedito Lacerda, Ismael Silva, a dupla Joel e Gaúcho, Aracy de Almeida, Aurora Miranda, Carmem Miranda, Carmem Costa, Henricão, Carlos Galhardo, Linda Batista, Nelson Gonçalves, Jorge Veiga, Trio de Ouro, Trigêmeos Vocalistas, Bob Nelson, Geraldo Pereira, Dilermando Pinheiro e muitos outros, inclusive ele próprio. Mais recentemente podemos ouvir as gravações de “Miudinho” com Paulinho da Viola, “Papagaio Falador” com Cristina Buarque, “Não Ponha a Mão” com Elza Soares, “Pour la Madame” com Bezerra da Silva e outras mais. Trabalhou com inúmeros parceiros, entre eles Osvaldo Santiago, Kid Pepe, Nazinho, Fernandes, Miguel Baúso, Arnô Carnegal, Carlos de Souza, Chiquinho Salles, E. de Almeida, Antônio Morais, Raul Marques, Wilson Batista, Haroldo Torres, Macedo Neto, Felisberto Martins, Ari Cordovil, Oswaldo Lira, Antônio Francisco da Conceição, Albertina da Rocha, Mutt, Monarco, Haroldo Campos, Alfredo Albuquerque, Brancura, etc. São infinitas as suas composições e para enumerá-las seriam necessárias várias páginas. Citaremos algumas gravadas pelo artista homenageado: “Tudo Acabado”, “Admiro Você”, “Linda Tarde”, “Anda, Vem Cá”, “Beijos”, “Meu Pai Era Ferreiro”, “Não Precisa Pagar”, “Paga Ou Não Paga”, “Quem Pode, Pode”, “Pau Peroba”, “Festa na Roça”, “Você Não Tem Pena de Mim”, “Eu Que Jurei Nunca Mais Amar a Ninguém”, “Rede da Mangueira”, “Mau Costume”, “Velho Macumbeiro”, “Por Que É Que Você Chora?”, todas incluídas no CD “A Música Brasileira Deste Século Por Seus Autores e Intérpretes–Bucy Moreira”.
Viajou por vários países e teve suas composições gravadas em muitos idiomas. Foi diversas vezes premiado por suas composições e trabalhou também em alguns filmes como ator.
Bucy Moreira faleceu aqui mesmo, em 28 de março de 1982. Vale ainda registrar sua importância como um dos músicos pioneiros a promover a união ou fusão do samba que se fazia na Praça 11 e Cidade Nova com o samba que começava a aparecer nos morros da cidade.
Saudemos então o grande sambista centenário reverenciando-o com o devido respeito e muito aplauso.
Obrigado Bucy, pelo legado que nos deixou!!!!

Bucy Moreira foi homenageado no Sambaune em 08/08/2009, com a presença de sua viúva Nancy (na foto) e suas duas filhas.

foto de Irany