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terça-feira, 24 de janeiro de 2017

Carta Aberta do "III Colóquio Memória da Ancestralidade da Pequena África e Sua Resistência" à Câmara dos Deputados

Excelentíssimo Senhor Presidente da Câmara dos Deputados,


Em razão das comemorações aos 163 anos do nascimento da Tia Ciata e dos 10 anos de existência da Organização Cultural Remanescentes de Tia Ciata, foi realizado no dia 13 de Janeiro "III Colóquio Memória da Ancestralidade da Pequena África esua Resistência". O Colóquio foi idealizado com o objetivo de preservar a memória relacionada aos fatos e acontecimentos afins da Pequena África e homenagear Tia Ciata, referência histórica no surgimento do samba carioca. Presidido pela bisneta da Tia Ciata e Presidente da ORTC Gracy Mary Moreira, o III Colóquio contou com palestras de representantes do IPHAN-RJ, do INEPAC, do Afoxé Filhos de Gandhi e Obelin College - EUA, e a participação de importantes representantes da resistência cultural afro brasileira do Rio de Janeiro.
Acolhendo proposta encaminhada à mesa, o III Colóquio Memória da Ancestralidade da Pequena África e sua Resistência vem por este manifestar seu repúdio à perseguição que vem sofrendo a Escola de Samba Imperatriz Leopoldinense pela escolha do seu samba enredo "Xingu, o clamor que vem da floresta", que trata da luta dos índios pela sua terra.
Cabe lembrar que em 27 de novembro passado completaram-se 100 anos do registro do primeiro samba, "Pelo Telefone", composição criada coletivamente numa roda de samba nos quintais da Tia Ciata com grande nomes do samba de partido alto e que fez grande sucesso no Carnaval carioca de 1917. É inaceitável que passados mais de 100 anos da sua criação, ainda exista perseguição ao samba, buscando cercear sua liberdade de expressão.
Dada a sua indiscutível importância e centralidade na cultura nacional, foi o samba registrado como patrimônio cultural brasileiro.
Com tantos problemas no país, que sofre com corrupção, crimes ambientais, trabalho escravo e assassinatos de líderes de sem-terras, causa perplexidade um Deputado Federal atacar a Imperatriz Leopoldinense, uma escola de samba tradicional carioca, uma das responsáveis pela maior festa popular brasileira, esta sim, orgulho do país  que movimenta uma economia de aproximadamente 7 bilhões em menos de uma semana. 

Relembramos um dos grandes sambas produzidos pela gloriosa Imperatriz Leopoldinense, considerando que sua letra é absolutamente pertinente a situação atual, dando sentido maior a este manifesto:

"Liberdade, liberdade!
Abra as asas sobre nós
E que a voz da igualdade
Seja sempre a nossa voz"


ORTC - Organização Cultural Remanescentes de Tia Ciata - Gracy Mary Moreira
AFOXÉ FILHOS DE GANDHI - Associação Recreativa Cultural Afoxé Filhos de Gandhi-RJ - Carlos Machado
INEPAC - Instituto Estadual do Patrimônio Cultural - Manoel Vieira
OBERLIN College - EUA - Matthew F. Rarey
UNEGRO - União de Negros e Negras pela Igualdade - Cláudia Vitalino
Stephane Ramos da Costa




Link Fotos do evento: https://goo.gl/photos/GHXaKiUe8JKptn8Z8



segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

III Colóquio Memória da Pequena África e Sua Resistência , em comemoração aos 163 anos de Tia Ciata e 10 anos da ORTC

                                                         
                                                         Objetivo do Colóquio

                                     Ressaltar a importância que as comunidades locaisafirmem a sua identidade, participando ativamente ou como expectadores dasatividades culturais que ali vêm se realizando. É igualmente de suma importância que os novos freqüentadores da Zona Portuária, nossa Pequena África, vivenciem e reconheçam o valor das expressões culturais afro-fluminenses e dos espaços culturais que nela têm uma história, para estimular projetos educacionais e de pesquisa, para a preservação da memória relacionada aos fatos e acontecimentos afins da Pequena  África e homenageando Tia Ciata, que é  referência histórica no surgimento do sambacarioca e comemorar aos 163 anos de Tia Ciata e 10 anos da ORTC.








sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Hoje 25 de Novembro,O Dia Nacional das Baianas de Acarajé

Baianas de Acarajé


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O Oficio da baiana é um saber tradicional enraizado no cotidiano contemporâneo. O comércio de rua, permitiu que mulheres escravas e libertas fossem além da prestação de serviços aos seus senhores, e estivessem também nos cantos da cidade comercializando para seu sustento e de suas famílias com os seus tabuleiros, chamada primeiramente criolas de ganho ou criolas de venda, tornando-se importantes para a constituição de laços comunitários, além de cumprimentos de suas obrigações religiosas nos terreiros de candomblé. Depois que Tia Ciata vinda da Bahia  começou a colocar seu tabuleiro de quitutes vestida de Baiana foi o inicio desse mulheres cerem reconhecidos como Baianas de Acarajé. Tendo essa iniciativa, tornou-se o nome conhecido no Brasil e no exterior como Baiana de Acarajé  . O Oficio da baiana consiste na elaboração do acarajé como seu alimento principal. Feito de feijão fradinho e cebola, frito no formato de ‘bola’ no azeite de dendê é servido com pimenta, camarão, vatapá, salada e caruru.
Todo território baiano e em outras regiões do país.
Registro nº 02- Decreto Estadual nº 14.191/2012
Nas ruas de Salvador, de outras cidades do estado da Bahia e Rio de Janeiro, mais raramente, em outras regiões do país, as baianas tradicionais com suas saias rodadas, os panos da costa, o torso na cabeça, a bata e os colares com as cores dos seus orixás pessoais, encontram-se sempre acompanhadas por seus tabuleiros que contém, não só o acarajé e seus possíveis complementos, como o vatapá e o camarão seco, mas também outras comidas como: abará, lelê, queijada, passarinha, bolo de estudante, cocada branca e preta. O acarajé é uma palavra composta, proveniente da língua africana iorubá – “akará” bola de fogo e “je” comer, ou seja, comer bola de fogo. Sua origem vem de uma lenda que narra a relação entre Xangô e sua esposa Iansã.